A cultura pode desempenhar um papel crucial no combate à crise climática. Com essa ideia em mente, na última sexta-feira, dia 29, representantes do Ministério da Cultura, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério das Cidades, da Universidade de Brasília (UnB) e de instituições chinesas se reuniram para o evento intitulado “Cidades Verdes e Cultura: Conexões Brasil-China para territórios sustentáveis”. Essa iniciativa faz parte das celebrações do Ano Cultural Brasil–China e apresentou o programa Territórios Verdes da Cultura. Este projeto, promovido pelo MinC, busca transformar espaços culturais em centros de resiliência climática, sustentabilidade e mobilização comunitária.
Ao dar início ao encontro, a subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do Ministério da Cultura, Cecília Sá, sublinhou que essa atividade é parte das ações do Ano Cultural Brasil–China e destaca uma agenda comum voltada para o desenvolvimento sustentável. Ela enfatizou que a cultura pode ter um papel estratégico nesse processo.
Logo depois, Caio Frederico e Silva, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, comentou sobre o empenho da instituição em ampliar sua presença internacional e fortalecer parcerias acadêmicas com a China.
Na sequência, Maria Cláudia Candeia, coordenadora do Núcleo de Estudos Asiáticos da UnB (Neasia), defendeu a importância de aumentar o diálogo acadêmico com países asiáticos. Por sua vez, Zhongpu Fan, diretor do Instituto Confúcio, destacou que a cooperação entre Brasil e China deve ir além da promoção da língua e da cultura.
Durante sua apresentação, Cecília também fez um ponto importante: o acesso à infraestrutura cultural ainda representa um desafio significativo em muitas partes do Brasil. Essa questão, sem dúvida, merece nossa atenção e ação.