José Matos
A vida é feita de ciclos. Quando você está desatento e não percebe que uma fase passou, a vida vai te sacudir para você tomar atitude. E daí, se você não se dispuser a mudar, pode entrar em crise. Assim acontece com pessoas, famílias e países. Porque tudo obedece à Lei da Unidade: tudo é um.
“A hora da crise é momento sagrado em que a vida te faz mergulhar dentro de ti mesmo; é o instante em que você precisa rever valores, identificar suas feridas e procurar a sua própria cura. Crises são chamados, vozes que te chamam para a sua missão; elas surgem para fazer você analisar a sua caminhada e se você está alinhado com os propósitos da sua alma; ela vem para lhe fazer questionar os seus valores, as suas atitudes e a sua vida!
“Toda crise pede para você dar um novo significado à sua vida. Nenhuma crise vem para machucar; vem para despertar. É a hora que a alma cansa de fazer coisas sem sentido, de estar com pessoas que não acrescentam ou de viver sem uma razão. Não se assuste mais diante dela. Todas as vezes que ela chegar, saiba que está diante de um processo de transformação para melhor”.
Uma das crises individuais mais conhecidas foi a de Jó. Ele perdeu tudo, questionou Deus, manteve a confiança e recuperou o que havia perdido. A crise de Jó é tão importante para nós que foi objeto de estudo de Carl Jung. Após analisa-la, ele e escreveu o livro Resposta a Jó.
A primeira crise que atravessamos é a do nascimento. Passamos nove meses dentro do morno líquido aminiótico e, de repente, estamos fora, despertados, às vezes, por uma palmada na bunda.
Depois vem a segunda crise, quando termina a primeira infância. Em seguida, o fim da segunda infância e entramos na adolescência. Por nos comportar, às vezes, como crianças, somos criticados porque esperam de nós comportamento de adultos.
Entramos na juventude e, a partir daí, começa a responsabilidade com estudo e trabalho. Por volta dos 30 anos começa a maturidade, agora com o peso de família, filhos e manutenção.
Chegamos aos 40 anos e, segundo Carl Jung, a grande crise para quem ainda não se realizou. De crise em crise chegamos à velhice. E o medo do desconhecido se aproxima.
É hora de lembrar do Mestre Confúcio: “Viva de tal modo que ao partir todos chorem e só você sorria”!
(*) Professor e palestrante