Corrida de táxi vai ficar, em média, 26% mais cara durante Copa do Mundo

BSB Capital 30/05/2014 às 9:19, Atualizado em 30/05/2014 às 9:19

O Governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa projeto de lei que autoriza os taxistas a cobrarem o valor das tarifas de bandeira 2 durante a Copa do Mundo de futebol. Essa era uma reivindicação da categoria, que também pressiona o Executivo por um reajuste geral das tabelas de tarifas do Distrito Federal. O …

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20140530072741930303eO Governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa projeto de lei que autoriza os taxistas a cobrarem o valor das tarifas de bandeira 2 durante a Copa do Mundo de futebol. Essa era uma reivindicação da categoria, que também pressiona o Executivo por um reajuste geral das tabelas de tarifas do Distrito Federal. O aumento está em análise na Secretaria de Transporte. A proposta que beneficia os taxistas deve ser votada na Câmara em até duas semanas, já que o projeto ainda vai passar pelas comissões da Casa.

As corridas com bandeira 2 ficam, em média, 26% mais caras do que as com bandeira 1. Na modalidade mais barata, o quilômetro rodado custa R$ 2,22. Nas viagens de bandeira 2, sai por R$ 2,82. O subsecretário de Transporte, Ronaldo Persiano, afirma que os estudos estão sendo realizados, mas que ainda é cedo para cogitar um reajuste de tarifa. “No começo do ano, recebemos um pedido do sindicato. A lei determina a realização de estudos aprofundados e isso está sendo feito”, comenta. O último reajuste, de 23,5%, ocorreu em março de 2013.
Língua

Outra preocupação dos profissionais é com a comunicação com os turistas. Dois anos atrás, o governo ofereceu aulas de inglês de graça, a fim de ter taxistas preparados para o Mundial. Cerca de 10% deles passaram pelo treinamento. “Um décimo do total participou do curso, mas boa parte deles tem, ao menos, uma segunda língua funcional. Além disso, 180 tablets com tradução simultânea foram dados aos taxistas”, acredita. Há também aplicativos que têm melhorado o atendimento ao cliente.

Gladstone Luiz de Almeida, 48 anos, é um dos motoristas que falam inglês fluentemente. Há 17 anos, ele fica no Aeroporto Internacional Juscelino Kubistschek aguardando aqueles que desembarcam no terminal. “Quando algum estrangeiro está com dificuldade de comunicação, o fiscal me chama para levá-lo ao local desejado, mesmo que eu não seja o primeiro da fila. Tenho a vantagem de dominar uma língua estrangeira”, acredita. Davi Eduardo Pereira, 40, é outro que fala inglês. “Saímos na frente dos demais”, crê. O problema para ele e o companheiro de profissão é que eles acham que realmente o número de táxis nas ruas está aquém do necessário. “Não sei se daremos conta na época da Copa”, afirma Gladstone.

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