Consumidores contam com rede social no combate aos preços altos

BSB Capital 27/05/2014 às 10:03, Atualizado em 27/05/2014 às 10:03

As redes sociais são uma realidade na mobilização contra os desmandos em todo o mundo. E passaram a ser, também, uma importante ferramenta na defesa dos direitos do consumidor. Foi com esse objetivo que surgiu, no Rio de Janeiro, a página Rio Surreal – Não Pague, no Facebook. A ideia inspirou a brasiliense Marivan Barros, …

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As redes sociais são uma realidade na mobilização contra os desmandos em todo o mundo. E passaram a ser, também, uma importante ferramenta na defesa dos direitos do consumidor. Foi com esse objetivo que surgiu, no Rio de Janeiro, a página Rio Surreal – Não Pague, no Facebook. A ideia inspirou a brasiliense Marivan Barros, que decidiu criar uma versão da página para Brasília.

Para Marivan, os altos preços praticados no comércio não têm justificativa e precisam ser combatidos. “Entendo, em parte, que no Rio haja essa elevação nos preços por ser uma cidade turística, mas em Brasília o que temos? Nem mesmo serviços públicos de qualidade. Não vejo contrapartida para valores tão surreais”, explica a estudante de psicologia.

Brasília Surreal – Não Pague teve início em janeiro deste ano e desde então a página conta com quase 30 mil curtidas e o número de visualizações varia entre 5 mil a 10 mil por dia. Com a crescente participação usuários, que fazem comentários e denúncias, Marivan conta com ajuda de voluntários para administrar a comunidade.

O usuário que acessa a página é convidado a dar um basta nos preços abusivos. “Brasília está surreal e já está na hora de dar um basta! Junte-se a nós e vamos boicotar os valores absurdos, nem todo mundo é funcionário do 1º escalão!”, avisa Marivan.

Os internautas do DF têm aderido à ideia, e muitos participam dos protestos utilizando fotos de produtos e preços expostos nas prateleiras de grandes redes de supermercados. Até notas fiscais são divulgadas para ressaltar valores abusivos.

De acordo com Marivan Barros, dentre os setores mais criticados pelos consumidores está o de alimentos. “Tanto supermercados, quanto restaurantes. Pão de Açúcar, Carrefour e Oba lideram as reclamações”, revela.

Mesmo sendo idealizadora, a estudante deixa claro que não se responsabiliza pelo conteúdo postado na página. “Não nos responsabilizamos por opiniões, postagens ou comentários. O objetivo da comunidade é ser um canal a mais de comunicação para o consumidor”.

Serviços públicos também estão na mira dos consumidores

Um dos usuários da página Brasília Surreal – Não Pague, identificado como Eugênio Saraiva Pinto, fez uma crítica bem humorada dos altos preços dos serviços dos Correios. Em sua postagem, divulgou uma nota fiscal apontando o valor que pagou pelo envio de um Sedex.  Destacou que a grama do envelope enviado à sua mãe, em Ilhéus-BA, custou R$ 1,08. “Hoje paguei R$ 47,90 por uma postagem Sedex. Aí vocês devem estar se perguntando: caramba, o que será que o Eugênio postou? Um elefante para a África? Um caminhão para a China? Uma estátua da Ilha de Páscoa para o Chile? Não, amigos. Eu postei um envelope de 0,044 Kg. Eu paguei exatos R$ 1,08 por cada grama do meu envelope”.

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