A criação do consórcio interfederativo para gerir o transporte público no Entorno do Distrito Federal voltou ao centro das articulações políticas em abril, com uma série de agendas que consolidaram a retomada do diálogo entre Goiás, DF e a União.
O primeiro movimento ocorreu no dia 11, em Luziânia, quando o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), defendeu um modelo com participação dos três níveis de governo, voltado à redução das tarifas e à melhoria do serviço.
“Precisamos pensar numa integração para garantir um transporte mais barato e de melhor qualidade para a população. Hoje o transporte coletivo aqui é dirigido e tem a gestão por parte do governo federal”, afirmou.
Na semana seguinte, o tema ganhou novo impulso num evento em Águas Lindas que reuniu Vilela, a governadora do DF, Celina Leão (PP), e o ministro dos Transportes, George Santoro, no lançamento das obras do Novo PAC da terceira faixa da BR-070 e da duplicação da BR-080, com investimentos federais de R$ 147,5 milhões.
Segundo Celina, a mobilidade é uma pauta urgente para mais de 4,7 milhões de habitantes. “Esse é o maior desafio do transporte público hoje para melhorar a vida de quem se desloca todos os dias para estudar e trabalhar”, disse. As melhorias estruturais, aponta a governadora, passam pela atuação conjunta entre os entes federativos. “É essa união de forças que permite atender quem mais precisa”.
A retomada das negociações ocorre após entraves anteriores envolvendo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e agora ganha novo fôlego com a participação mais ativa da União. A expectativa é que o modelo interfederativo permita não apenas integrar o sistema, mas também garantir subsídios, renovar a frota e reduzir o custo das tarifas.