Compaixão de compreensão

mmPor ,09/09/2018 às 9:30, Atualizado em 06/09/2018 às 18:54

O amor leva à liberdade, anseio último de todos os seres humanos. Sem amor não há entendimento, colaboração e harmonia

Toda a doutrina budista resume-se em dois pontos básicos: compaixão e compreensão. Dalai Lama, Mestre do Budismo Tibetano, ensina: “se você não pode ajudar, pelo menos não atrapalhe”.

Dalai Lama fala de compaixão; Jesus, de amor ao próximo como a si mesmo; Kardec, de caridade, e o psicólogo americano Carl Rogers, de empatia (colocar-se no lugar do outro como se fosse o outro).

Todos falam de amor porque Deus ajuda seus filhos por meio dos seus filhos. Falam de amor porque o amor leva à liberdade, anseio último de todos os seres humanos. Sem amor não há entendimento, colaboração e harmonia.

Contudo, pergunta-se: por que há tanta escassez de amor entre os humanos? Porque no passado o homem precisou do egoísmo para sobreviver –  criador do condicionamento – que perdura até hoje em grande parte da Humanidade.

Não obstante, o Mestre Bezerra de Menezes trouxe esta notícia alvissareira: “neste século, todas as máscara cairão”. Chegou a hora de todos acordarem. O mundo só muda com colaboração mútua.

Primeiro o homem aprendeu a amar os objetos tomados do inimigo; em seguida, descobriu amor pelos filhos e cônjuge para, finalmente, voltar-se para o outro e viver em comunidade.

Estava iniciada a sociedade – conjunto de sócios solidários. Iniciada e em desenvolvimento, precisa avançar. Numa sociedade verdadeira não há famintos, velhos abandonados nem crianças desamparadas.

Enquanto predominar o hábito de cada um só pensar em si, a Humanidade sofrerá, porque a dor é o instrumento de que a providência se utiliza quando os apelos do amor forem ignorados. Assim é que o egoísmo atrai a solidão; a crueldade, a dor; e o orgulho, a humilhação.

Dr. Inácio Ferreira, conhecido psiquiatra do Sanatório Espírita de Uberaba, comenta sobre o momento atual: “egoísmo é uma das piores doenças que conheço! gente que confessava mudar de calçada para não dar esmolas aos mendigos. A morbidez dos nossos pensamentos fala de nossa grande miséria espiritual! Só mesmo apelando para a misericórdia do Senhor, pedindo forças para que, pelo menos, a tentação nunca nos saia da esfera dos pensamentos”.

É preciso praticar o bem como um treinamento; perseverar até que se torne natural e prazeroso. É um processo de acender a luz na escuridão do se, como dizia Carl Jung. É um bom combate, como falava o apóstolo Paulo. É um caminhar até que desapareça o caminhante e o caminho e só fique o caminhar, como ensinam os Mestres do Oriente.

Deixe um comentário

Rolar para cima