• Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Geral

Como erguer as ruínas do SUS?

  • Redação
  • 08/11/2022
  • 09:56

Compartilhe:

Sistema Único de Saúde - Foto: Reprodução OT

Fátima de Sousa – Foto: Reprodução

Maria Fátima de Sousa (*)

O desmonte causado ao Sistema Único de Saúde (SUS), respeitado em todo o mundo e cuja grandeza foi comprovada durante a pandemia ao salvar centenas de milhares de vidas, com exceção daquelas negligenciadas pelo Estado – será recuperado com a volta do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder nacional. Essa é nossa esperança. Vários são os caminhos, mas é vital recomeçar por seis deles, os quais enumero.

Primeiro, qualificar o pacto federativo no entorno das agendas prioritárias à consolidação do SUS e tomar com experiência a disposição política que foi criar o Consórcio do Nordeste durante a maior crise da saúde pública dos últimos 100 anos. A tripartite deverá ser fortalecida, pois é nesta mesa que se sentam os gestores dos governos federal, estaduais e municipais, com efeitos reais de um federalismo, cooperativo e horizontalizado.

Segundo, enfrentar a questão do financiamento do SUS, situação que nunca foi resolvida nesses 33 anos de sua existência, ainda que a Constituição de 1988 determine que as três esferas de governo financiem o sistema, gerando receita necessária para custear as despesas com ações e serviços públicos de saúde.

A cada ano há cortes no orçamento da saúde. Em nome da estabilidade fiscal, a sangria tem várias veias, a exemplo da EC/99 do teto de gasto, a retirada dos recursos oriundos do Pré-Sal, a PEC Emergencial, que tirou recursos da saúde para pagamento de juros da dívida pública (receitas que alimentam os chamados “fundos públicos do Executivo), e os incentivos fiscais para seguradoras de saúde. Um garrote que amarrou em cinco anos (2018-2022) mais de R$ 48 bilhões.

Terceiro, é preciso investir numa política de pessoal, criando uma carreira típica de estado para os profissionais da saúde, com uma carreira e mobilidade nacional, pactuada entre os três níveis de gestão do SUS.

Quarta, ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família e dos agentes comunitários de saúde, como base estruturante da Atenção Primária em Saúde, configurando-se em Redes Integradas, reconfigurando os processos de regionalização com planejamentos territoriais concretos, com vistas a superarmos a fragmentação da gestão e da atenção à saúde.

Quinto, investir no Complexo Econômico e Industrial da Saúde, colocando o setor saúde como um dos pilares da reindustrialização ao desenvolvimento econômico do pais, fortalecendo as instituições de ensino, pesquisa e inovação

Sexto, requalificar a relação do SUS com parceiros privados, tanto as Santas Casas, hospitais filantrópicos, como as seguradoras dos planos de saúde. Afinal, não é suficiente reajustar a tabela de procedimentos do SUS, uma herança maldita dos anos 80 do velho Inamps. É preciso criar alternativas de planejamento e orçamento integrado, rumo à produção social de saúde, com indicadores de saúde e vida à população dos diferentes municípios brasileiros.

Assim, estaremos prontos para reerguer as ruinas do SUS e cuidarmos, com responsabilidade sanitária, das políticas publicas de atenção à saúde da mulher, da população LGBTQIAP+, negros, indígenas, trabalhadores, pessoas vivendo em situação de rua, privadas de liberdade, usuárias de álcool e outras drogas (saúde mental), segurança alimentar e nutricional.

Somente assim, podemos dizer que estamos cuidando, com dignidade, da saúde do nosso povo, com a participação direta do controle social. Eis o desafio do presidente Lula.

(*) Professora da Faculdade de Saúde da UnB

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Caiado é o cara

Caroline Romeiro

Brasília sedia debate sobre alimentação e nutrição

José Matos

A caridade real muda a realidade e deve ser recíproca

Júlio Miragaya

O surto de sincericídio de Vorcaro: “Banco é igual Máfia!”

Tersandro Vilela

O novo tabuleiro da IA

Júlio Pontes

Veja o desempenho dos deputados federais no Instagram em fevereiro

Últimas Notícias

Um mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto nesta ilustração tirada em 22 de junho de 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

EUA: marinha não está pronta para escoltar petroleiros em Ormuz

12 de março de 2026
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de entrevista coletiva à imprensa em Brasília 28/08/2025 REUTERS/Jorge Silva

Renúncia fiscal e subsídios ao diesel: custo de R$ 30 bi

12 de março de 2026
REUTERS/Adriano Machado)

Governo zera PIS/Cofins e cria imposto sobre petróleo

12 de março de 2026

CPMI do INSS ccnvoca cunhado de Vorcaro e diretores

12 de março de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.

Removido da lista de leitura

Desfazer
Welcome Back!

Sign in to your account


Lost your password?