Comércio ganha fôlego no final do ano

bsbcapitalPor ,26/11/2020 às 9:00, Atualizado em 26/11/2020 às 1:34

Fecomércio-DF aponta crescimento do setor com retomada das atividades econômicas

Presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia. Crédito: Cristiano Costa/ Fecomércio-DF

Desde a reabertura das atividades econômicas, em abril, após o lockdown decretado em março pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), o comércio já recuperou 60% do volume de vendas que registrava antes do período em que as lojas permaneceram fechadas. A estimativa é do presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia. Ele acredita que a recuperação do setor ganhará um impulso ainda maior em dezembro, devido às compras de Natal, reforçadas pelo pagamento do 13º salário.

“Logo após a retomada das atividades econômicas, tivemos um volume de vendas equivalente a 40% do que se vendia antes da pandemia e hoje já está se vendendo em torno de 60% do que era vendido. Estamos otimistas, sentindo que o comércio vem se desenvolvendo gradativamente”, aponta o líder empresarial. “No e-commerce, foi registrado um aumento de 40% nas vendas. Isto demonstra que as lojas físicas terão mais condições de sustentar a retomada ao se adequarem à nova realidade do mercado”.

Retomada – Após a reabertura do comércio, as empresas voltaram a conquistar clientes e apresentaram uma retomada no faturamento. As lojas também estão voltando a contratar. A expectativa é de que sejam abertas 3 mil vagas para o final do ano, segundo pesquisa do Instituto Fecomércio-DF. “As empresas estão recompondo os seus quadros. Há uma perspectiva de que 70% dessas vagas sejam efetivadas a partir de janeiro. Isso nos dá uma perspectiva de que as vendas serão boas”, explica Maia. “Além disso, o 13º salário é um importante fator para alavancar as vendas, com um impacto de R$ 5,6 bilhões na economia local”, completa ele. 

Supera DF e Refis – Outros dois aspectos positivos, na ótica da Fecomércio, são os Programas Supera DF, do Banco de Brasília (BRB), e de Incentivo à regularização Fiscal (Refis), do GDF. “Por meio do Supera DF foi possível conseguirmos a liberação de R$ 4 bilhões para que as empresas pudessem reduzir os impactos da pandemia. Foram 2,1 mil empresas fechadas da nossa base que obtiveram crédito aprovado para resolver de imediato as suas pendências. Já o Refis também está sendo uma ferramenta fundamental para regularizar débitos fiscais com o governo”, finalizou o presidente da Fecomércio.

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