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Geral

Coisificação, a raiz da maldade

  • José Matos
  • 05/10/2019
  • 10:00

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Na sua busca desesperada por importância, o ser humano imagina os outros como coisas, e isso faz com que os vejam como seres sem nenhuma importância. Desta visão, estabelece-se a maldade com todas as suas formas de crueldades.

Foi assim na Índia, com as castas que não permitiam a mobilidade social; na escravidão, quando se dizia que os negros não tinham alma; no nazismo e fascismo, com judeus, ciganos e homossexuais, e hoje com os imigrantes e refugiados.

Estranhamente, ninguém se recusa a receber órgãos desses julgados inferiores (ou “coisas”). Aqui, entra a hipocrisia dos pretensos superiores. Na verdade, inferior é quem se acha superior. Quanto mais se apura o sangue, menor a chance de sobrevivência. Quanto mais se mistura, maior a chance.

Mestre André Luís, há tempos, ensinou: \”Você encontra na vida pessoas, lugares e situações necessários à sua evolução. A cada um foi dado algo diferente para que haja intercâmbio e daí surja o amor\”.

Qual é o sentido da vida, perguntaram a Luís Sérgio e a Carl Jung. É o aprendizado da arte de amar; é iluminar a escuridão do ser, responderam respectivamente. Se é amar e iluminar não pode haver discriminação ou exclusão.

Infelizmente, há uma grande parcela da humanidade refratária à educação de si mesmo. Essas pessoas apoiam-se em toda forma de preconceito para se justificarem, esquecendo-se de que todos somos apenas pó e ao pó voltaremos.

A condição social de cada um é apenas escolha temporária, feita para atender as necessidades de aprendizado e cumprimento de tarefas.

Pessoas que usam de maldade gratuita com o próximo se justificam afirmando: \”Pensei que fosse prostituta; pensei que fosse travesti; índio; cigano; morador de rua; pensei que fosse judeu\”. Para esses violentos, essas pessoas são apenas coisas sem nenhum valor.

É preciso ensinar na família, nas igrejas e nas escolas que todos somos companheiros de viagem, interdependentes, cada um com suas condições adequadas de acordo com seu dharma ou lenda pessoal. Hoje, melhor que ontem e amanhã, melhor que hoje.

Cresça e ajude a crescer!

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