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Política

Cinco perguntas para o vice de Rosso

  • Júlio Pontes
  • 13/08/2018
  • 09:04

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O senhor está preparado para ser vice-governador da Capital da República? – Como gestor, não tenho dúvida de que posso somar na gestão do GDF com o futuro governador Rogério Rosso para o crescimento de Brasília na geração de emprego, educação, saúde, segurança pública. Lutarei incansavelmente pela criação do Polo Tecnológico, pelos valores cristãos e da família, pela criação de escolas profissionalizantes para os jovens, investindo no esporte e na cultura para tirarmos os jovens das ruas e das drogas.

Como você avalia o mandato tampão de nove meses do Rosso? – Foi um momento difícil quando o Rogério assumiu o GDF. O cenário era de desmando, governador preso, tensão política. Eleito por voto indireto da Câmara, ele mostrou experiência e competência, e fez o máximo para que a situação do DF não se tornasse um caos.

O que senhor acha da oposição que Renato Santana, atual vice, faz a Rollemberg desde o início do governo? Faria o mesmo? – Primeiro, existe uma diferença muito grande entre Rollemberg e Rogério Rosso. Conheço Rogério e ao longo dos anos ele nunca mudou. É muito educado, perseverante, visionário. Ele vê o ser humano em primeiro lugar. Essa é a diferença. O que fez o Renato tomar a decisão de ser oposição foi o tratamento que o Rodrigo deu a ele. Ele foi estigmatizado, humilhado, e sem chance para mostrar quem ele era, um homem digno e que tem todo o meu respeito. Rollemberg não conseguiu enxergar o diamante que tinha ao lado. Por isso que eu acredito que não farei oposição a Rogério Rosso, um homem cristão, de palavra, que honra as pessoas é que respeita a todos.

Quantos fieis a igreja Universal tem no DF? Qual o peso disso no processo eleitoral? – O Segmento é muito importante porque é muito forte e tem somado com o DF em todas as áreas. Hoje nós estamos deixando de lado placas de igrejas, títulos, e cremos que o segmento vai marchar unido na campanha do Rogério Rosso. Porém, entendo que o nosso compromisso é com toda a sociedade, respeitando a todos e administrando com muita responsabilidade. Por isso o nome da nossa coligação é Unidos pelo DF. Queremos os cristãos católicos e evangélicos juntos pela família, porque a família é a base da sociedade.

Como o senhor se tornou líder evangélico? – Minha trajetória começou com uma família muito humilde. Sou mineiro. Vim para Brasília em 1968 com três meses de idade e essa cidade me adotou como filho. Estou há 50 anos no Gama, onde moro e sou pastor. Comecei vendendo doce e abacate na rua. Depois montei um carrinho de laranja. Vendia brinquedo nas portas dos supermercados e lutei muito para ajudar minha Família. Meu pai é um carpinteiro que ajudou a construir Brasília e tornou-se mestre de obra. Fui criado na Igreja Evangélica desde 1974, onde formei uma dupla de cantores Egmar e Valdirene. Logo recebi o meu chamado para o sacerdócio. Fui para o Seminário em São Paulo, onde estudei dois anos. Voltei e comecei a fazer o social na igreja, atendendo às pessoas mais carentes, trabalhando com quase 30 mil jovens. Logo assumi a Presidência da Assembleia de Deus do Gama em 2003. Em 2010 assumi a presidência da Convenção das Assembleias de Deus do DF, que atualmente é presidida pelo bispo-primaz Manoel Ferreira, também presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, primeiro suplente do senador Cristovam Buarque (PPS). Sou empresário da área de comunicação.

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