Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Distrito Federal

Chega Mais BSB: onde as mulheres se encontram

Comunidade criada nas redes sociais transforma solidão em pertencimento

  • Nathália Guimarães
  • 24/12/2025
  • 15:00

Compartilhe:

Oficina de pintura em taça. Foto: Reprodução/Instagram

Nathália Guimarães

Numa cidade muitas vezes descrita como fria e difícil de criar vínculos, um grupo de mulheres decidiu fazer exatamente o contrário: aproximar, acolher e criar laços. O que começou como dicas despretensiosas no TikTok, virou uma das maiores comunidades femininas de Brasília, reunindo mais de 1,2 mil mulheres em torno de um desejo: ter companhia.

Tudo começou com a médica Ana Luiza Silva Teles, 25 anos, que também é criadora de conteúdo digital. No início, ela postava vídeos no TikTok falando de livros, rotina e experiências pessoais. Com o tempo, as dicas sobre lugares e atividades em Brasília passaram a ganhar mais alcance.

“Percebi que existia uma ideia muito repetida de que Brasília não tem nada para fazer. Quando comecei a explorar, vi que o problema não era a falta de opções, mas a falta de companhia”, explica Ana Luiza.

Durante um ano sabático, ela mergulhou em aulas de cerâmica, aquarela, oratória, idiomas e tudo o que despertava sua curiosidade. Ao compartilhar essas experiências nas redes, passou a atrair mulheres com interesses parecidos.

O desafio da amizade adulta

A dificuldade de fazer amigos na vida adulta é um ponto recorrente entre as participantes. Brasília, conhecida por ter muitos concursos, concentra mulheres que chegam sozinhas, acompanham parceiros ou que trabalham de casa.

“Eu acho muito difícil fazer amizade na vida adulta. Você faz onde tem muita convivência. Acaba que meus amigos são da época da escola e da faculdade. No grupo, todo mundo entra com o mesmo propósito: fazer novas conexões”, explica.

Com isso, um grupo de WhatsApp intitulado Tô Dentro BSB, criado a partir de comentários no TikTok, passou de 30 membros para centenas em poucos dias, após um simples vídeo sobre um clube do livro ultrapassar 50 mil visualizações na rede social.

Entre as primeiras integrantes estava a arquiteta Hannah Rodrigues, 24. Ela participou do primeiro encontro presencial do clube do livro, e hoje integra a administração do grupo. 

“Foi diferente, porque eu não faço amizade fácil. Tinha umas seis pessoas lá, eu cheguei bem cedo e conversei com as meninas como se fôssemos amigas há anos”, relembra.

Com o crescimento, a comunidade se dividiu em subgrupos: artes, clube do livro, estudos, esportes, saúde e bem-estar, crochê, vôlei e filmes, por exemplo. 

Os encontros presenciais também aumentaram. Neste ano, foram realizadas oficinas de aquarela, bordado, macramê (técnica artesanal de tecelagem manual que usa nós e trançados para criar peças decorativas), pintura em ecobag, noites de cinema, karaokê, piqueniques, feiras de desapego e até workshops de educação financeira.

Ana Luiza e Hannah, administradoras do Chega Mais BSB. Foto: Nathália Guimarães

Espaço seguro para mulheres

A comunidade é exclusivamente feminina, decisão pensada desde o início. Para entrar, as interessadas preenchem um formulário, o que garante organização e segurança. 

“É um lugar onde a gente pode falar sem medo. Tem conversas profundas, desde saúde mental até relacionamentos muito sensíveis. Muitas mulheres se isolam quando entram em um relacionamento, e aqui encontram apoio”, explica Hannah.

Hoje, a comunidade é formada por mulheres de 16 a 68 anos, com maior concentração de 22 a 32. São estudantes, profissionais, mães, empreendedoras, concurseiras, todas unidas pela vontade de pertencer.

As participantes vêm de todas as regiões do DF e até do Entorno, como Planaltina de Goiás e Santo Antônio do Descoberto. Por isso, a organização se preocupa em escolher locais acessíveis e manter valores baixos.

“Às vezes, o maior custo não é nem o evento, mas o transporte e o tempo. A ideia é que seja possível participar”, destaca Hannah.

Entre as participantes, a história da estudante Ester Alves, 21 anos, mostra o impacto da comunidade na vida de quem chega a Brasília sem uma rede de apoio. Natural de Teresina (PI), ela se mudou para a capital federal em 2023 para cursar enfermagem e conta que, no início, enfrentou dificuldades. “Eu cheguei um pouco depois do começo das aulas e senti que os grupos já estavam formados”, conta. 

Ester Alves: “Me senti bem melhor em encontrar pessoas com os mesmos gostos que eu.”

Longe das amigas de infância e da rotina social que tinha em sua cidade, Ester passou a maior parte do tempo sozinha em casa e chegou a cogitar voltar para o Piauí. A mudança começou após ela assistir a um vídeo sobre a comunidade no TikTok e pedir para entrar no grupo. 

“Me senti bem melhor em encontrar pessoas com os mesmos gostos e hobbies que eu, um grupo de amizades femininas para fazer coisas novas, como vôlei, e outras que já gostava, como livros e artesanato”, menciona.

Novo nome, mesmos valores

Em dezembro, a comunidade passou a se chamar oficialmente Chega Mais BSB. A mudança marca uma nova fase: mais organizada, com identidade visual, redes sociais estruturadas e planos de formalização como empresa, de olho em 2026.

Entre os projetos previstos para o próximo ano estão cursos acessíveis de oratória, marketing e ferramentas digitais, além da ampliação das oficinas e eventos. O objetivo é gerar sustentabilidade financeira sem perder o propósito original.

“Queremos que a comunidade também ajude mulheres a crescerem profissionalmente, mas sem perder o acolhimento. Vamos continuar com o clube do livro e repetir algumas coisas que fizemos este ano e as meninas gostaram muito”. 

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Brasília Capital (@brasiliacapital)

Uma das novidades será a criação de uma oficina de velas. Mas não é só. “O marido de uma das meninas é do Detran-DF e vai ensinar como trocar pneu, óleo e cuidar do carro”, revela.

Além de Ana Luiza e Hannah, a organização do Chega Mais BSB conta hoje com outras mulheres que ajudam a expandir a comunidade: Isabelle Carvalho, 26, e Yulle Santos, 30, responsáveis pelo marketing, além de Brenda Tayrine, também de 30 anos, que integra a equipe como coordenadora de eventos. 

“Chega mais”, dizem elas. Em Brasília, esse convite tem mudado vidas.

Compartilhe essa notícia:

Picture of Nathália Guimarães

Nathália Guimarães

Colunas

Orlando Pontes

Vídeo: Leila é vaiada no Torneio Arimateia

Caroline Romeiro

Reflexões para 2026: o direito à alimentação adequada

José Matos

Causos do outro mundo

Júlio Miragaya

A grandeza das cidades médias brasileiras

Tesandro Vilela

SUS aposta em IA para modernizar saúde pública

Júlio Pontes

Veja o desempenho dos pré-candidatos ao GDF no Instagram em 2025

Últimas Notícias

Do meme à pista de dança: veja o que fazer no DF de 9 a 11 de janeiro

9 de janeiro de 2026

GDF quer incluir Mounjaro em tratamento do SUS

9 de janeiro de 2026

Estão abertas as inscrições para cursos de tecnologia em Ceilândia

9 de janeiro de 2026

Banco Master engaja e o povo paga a conta

9 de janeiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.