“A ocupação do Centrad é um presente de aniversário de Taguatinga, que completa 68 anos na próxima sexta-feira, dia 5 de junho. Além da cidade, todo o Distrito Federal espera por isso há 12 anos. Com a gradativa transferência das secretarias e do meu gabinete, nosso governo estará mais perto dos moradores de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, a maior densidade populacional do DF. Com isso, melhoraremos a qualidade do atendimento no serviço público para toda a população. Parabéns, Taguatinga!”.
A declaração, exclusiva para o Brasília Capital, é da governadora Celina Leão (PP), logo após anunciar, na segunda-feira (1º), que o Centro Administrativo (Centrad), entre Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, construído durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e transformado em um dos maiores elefantes brancos da capital, finalmente será ocupado pelo Governo do Distrito Federal.
“Sem dúvida, este pode ser considerado um presente de aniversário para Taguatinga”, reiterou a chefe do Buriti ao Brasília Capital, explicando que a estrutura deve começar a funcionar dentro de cerca de 90 dias, após obras de adaptação e mobiliário.
Inaugurado em 2014, no último dia da gestão Agnelo Queiroz (PT), o Centrad nunca chegou a funcionar. O empreendimento, que começou orçado em cerca de R$ 660 milhões e ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, passou anos envolvido em disputas judiciais, suspeitas de irregularidades, auditorias e impasses administrativos. Ao longo desses 12 anos, o espaço permaneceu fechado e sem utilidade para a população.
As primeiras estruturas que devem ocupar o local serão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Secretaria de Obras, a Casa Civil e a Casa Militar. “A minha determinação é que as secretarias que pagam aluguéis devem sair para a gente economizar. É um prédio que, judicialmente, ficou liberado para nossa ocupação. É mais um problema deixado por governos anteriores que a nossa gestão está resolvendo”, afirmou Celina.
A medida é vista dentro do governo como uma solução histórica para um problema que se arrastava havia mais de uma década. Além de dar função a uma estrutura abandonada, a ocupação deve reduzir gastos públicos com aluguel e concentrar órgãos estratégicos em um único espaço administrativo.
O anúncio reforça o discurso de gestão adotado por Celina Leão desde que assumiu o comando do DF, em março. Em pouco mais de três meses, ela passa a colocar em funcionamento um empreendimento que atravessou vários governos sem sair do papel.