Ceilândia será a primeira a receber testes da Covid-19

mmPor ,01/12/2020 às 10:00, Atualizado em 01/12/2020 às 9:49

Secretaria de Saúde busca, com inquérito epidemiológico, avaliar a circulação da doença e preparar o DF para uma possível segunda onda

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A Secretaria de Saúde vai aplicar testes de detecção da Covid-19 em todas as 34 regiões administrativas do DF, a começar por Ceilândia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) saiu na frente para enfrentar uma possível segunda onda do novo coronavírus. A partir desta quarta-feira (2/12), profissionais de saúde, bombeiros e viaturas vão dar início ao inquérito epidemiológico da Secretaria de Saúde para aplicar testes de detecção da Covid-19 em todas as 34 regiões administrativas do DF, a começar por Ceilândia. Os detalhes sobre a ação foram informados, nesta segunda-feira (30), em uma coletiva de imprensa realizada no Palácio do Buriti com os gestores da pasta.

O objetivo do inquérito é avaliar a circulação do novo coronavírus nas regiões e preparar o DF caso ocorra uma segunda onda da doença. Para isso, a ação será feita por amostragem e sorteio, com busca ativa nas residências para fazer os testes. Serão sorteadas 230 pessoas em cada uma das 34 regiões administrativas para fazerem exames e identificar se estão com anticorpos, ou não. Só serão testados maiores de 18 anos.

A Secretaria de Saúde conta ainda com o apoio da Fecomércio, que fez a doação de 10 mil testes para serem usados nessa investigação. Foram solicitados 34 profissionais da Atenção Primária, 34 bombeiros e viaturas, além de mais 34 profissionais do Serviço Social do Comércio (Sesc). Tendo todos os pedidos de apoio atendidos, a previsão é de que o inquérito se estenda até 20 de dezembro.

De acordo com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, o inquérito se faz necessário, especialmente depois que a taxa de transmissão da doença no DF subiu de 1 para 1,3. Isso indica a expansão da transmissão da doença no Distrito Federal, com 88% das regiões administrativas registrando esse aumento.

“Ficamos muito preocupados, porque temos observado que a população não está tomando os devidos cuidados necessários em relação à progressão do coronavírus”, alertou Okumoto. “Por isso o inquérito epidemiológico é necessário, para entender como o vírus circulou no DF, como está circulando neste momento e qual a possibilidade, por região, de ter uma segunda onda”, completou.

O objetivo do inquérito é avaliar a circulação do novo coronavírus nas regiões e preparar o DF caso ocorra uma segunda onda da doença. Para isso, a ação será feita por amostragem e sorteio, com busca ativa nas residências para fazer os testes. Serão sorteadas 230 pessoas em cada uma das 34 regiões administrativas para fazerem exames e identificar se estão com anticorpos, ou não. Só serão testados maiores de 18 anos.

Para que a iniciativa dê frutos, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Cássio Peterka, informou que está alinhando a ação com o Corpo de Bombeiros e o Sesc para organizar a aplicação do inquérito em Ceilândia, região com maior registro de casos da Covid-19. Para ele, é fundamental que os moradores sejam informados sobre a iniciativa e contribuam ao receber os profissionais de saúde.

“O resultado disso será importante, porque é como se fosse uma fotografia do que aconteceu no Distrito Federal. Vamos utilizar o inquérito sorológico para saber quais pessoas já tiveram, ou não, contato com a Covid-19. Lembrando que nem todo mundo que tem contato com o vírus adoece”, destacou o diretor de Vigilância Epidemiológica.

Atenção Primária

Cássio Peterka também ressaltou a importância do papel da Atenção Primária, formada pelos profissionais das unidades básicas de saúde (UBSs). O novo plano de combate ao coronavírus prevê mudanças no atendimento aos pacientes vítimas da pandemia. O foco, dessa vez, será nas UBSs que prestam atendimento à população, ao invés de ter um hospital como referência.

“O fortalecimento e incremento de ações juntos à Atenção Primária à Saúde é fundamental, para que a gente consiga não só captar os casos da doença, mas fazer o rastreio dos contatos e, assim, tentar eliminar as chances de transmissão da doença”, disse o diretor.

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