CEB distribuição é da Bahia Geração de Energia

bsbcapitalPor ,04/12/2020 às 11:07, Atualizado em 04/12/2020 às 11:33

Empresa do GDF é vendida por R$ 2,515 bi em leilão na Bolsa de São Paulo

Empresa do GDF é vendida por R$ 2,515 bi em leilão na Bolsa de São Paulo. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A CEB Distribuição, concessionária da Companhia Energética de Brasília, foi vendida por R$ 2,515 bilhões em leilão realizado na manhã desta sexta-feira (4) na Bolsa de Valores de São Paulo. O lance foi oferecido pela Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, superando as duas concorrentes disputaram o controle acionário da estatal. A empresa agora privatizada é responsável pelo abastecimento de energia de um milhão de consumidores no Distrito Federal.

As propostas das concorrentes foram de R$ 2,508 bilhões, da CPFL Energia, e de R$ 1,485 bilhão, da Equatorial. O valor alcançado no leilão é o mesmo estimado pelo GDF, de R$ 2,5 bilhões. O preço mínimo para compra da CEB Distribuição era R$ 1,42 bilhão.

Liminar – O leilão da CEB Distribuição aconteceu mesmo após a desembargadora Fátima Rafael, do Tribunal de Justiça do DT e Territórios, conceder liminar para suspender o processo de venda sem prévia legislação autorizativa, em decisão assinada às 22h31 de quinta-feira (3). A CEB defendia que não era preciso o rito Legislativo em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza a venda de subsidiárias de estatais sem passar pelo Legislativo.

Mas, para a desembargadora, “a CEB Distribuição é maior do que a própria controladora, o que nos permite concluir que a venda questionada poderá ensejar sua extinção”. Ainda assim, a sessão pública na Bolsa de São Paulo foi mantida.

Histórico – Após a batida do martelo, o presidente da CEB, Edison Garcia, disse que a venda da subsidiária “é um processo histórico. É a privatização com maior ágio e maior número nominal de venda”.

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDEs), Gustavo Montezano, afirmou que a privatização trará investimentos de R$ 5 bilhões para o DF. “Esse recurso vai gerar obra, investimento e aliviar o caixa do Estado neste momento de pandemia. A desestatização é o caminho para o crescimento sustentável do Brasil”.

Agora, o nome da vencedora será submetido à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que precisa dar anuência para a mudança no controle acionário em razão do contrato de concessão da distribuidora com a agência.

Após a aprovação da Aneel. a empresa ganhadora deverá assinar um contrato de compra e venda com a CEB, e o dinheiro referente ao leilão será enviado para a holding.

Os acionistas decidirão o destino dos recursos, que pode ser, por exemplo, a divisão entre os próprios acionistas ou para investimentos. O GDF é o sócio majoritário da CEB.

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