Casamento-remédio

BSB Capital 01/06/2014 às 14:48, Atualizado em 01/06/2014 às 14:48

O Mestre Emmanuel classificou os casamentos em quatro tipos: casamento de almas gêmeas, por ideal, de sacrifício e de provas. Luis Sérgio trouxe-nos um quinto tipo: casamento por interesse ou conveniência, muito em voga nas primeiras décadas de Brasília, embora Luis Sérgio ressalve que muitos casamentos desse tipo acabem dando certo. Nenhum dos dois lembrou …

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O Mestre Emmanuel classificou os casamentos em quatro tipos: casamento de almas gêmeas, por ideal, de sacrifício e de provas. Luis Sérgio trouxe-nos um quinto tipo: casamento por interesse ou conveniência, muito em voga nas primeiras décadas de Brasília, embora Luis Sérgio ressalve que muitos casamentos desse tipo acabem dando certo.

Nenhum dos dois lembrou do sexto tipo: camento-remédio. É aquele onde predomina o equilíbrio por parte de um e o desequilíbrio do outro, às vezes, tão somente, em um setor do caráter. É o caso do sexólatra que casa com a religiosa praticante, artimanha da vida, para que equilibre-se.

Podemos ver também a pessoa generosa, fraterna e solidária casada com um típico miserável. Sim, a miserabilidade é doença e ignorância. O sentido maior da vida é o aprendizado do amor, que só se consegue com a prática da cooperação.

Há também o casamento do estúpido com a pessoa amorosa. Aqui, o objetivo é a cura da estupidez, que é doença. E o que dizer do casamento do otimista com o pessimista? Pessimismo é doença grave e contagiante que leva ao desânimo e falta de gosto de lutar e viver. Há também o mal humorado e o tímido que aprendem alegria e comunicação na convivência com o extrovertido.

Entretanto, o remédio não funcionará se o mais elevado se inibir ou o mais atrasado não reconhecer que é problemático e seu parceiro (a) é um remédio.

Ensinou Huberto Rhoden: “o louco não pode curar-se se não aceitar que é louco”.

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