
Circulou esta semana a segunda pesquisa de avaliação do governo Rodrigo Rollemberg. Em comparação com o levantamento do Instituto Veritá, de 14 de abril, o estudo do Instituto Paraná revela uma queda na aprovação de 68% para 45,7% – o que significa 22% a mais de brasilienses que reprovam a gestão que acaba de completar cinco meses. Já são 46,7 os que desaprovam e 7% os que não souberam opinar.
Metodologia contestada
Embora feitos por institutos diferentes, os dois levantamentos usaram a mesma metodologia, que é contestada pelo jornalista Renato Riella, especialista em análise pesquisas. Ele escreveu em seu blog que “a pesquisa é fajuta” e “induz o público a interpretação errada, muito a favor do governo, que hoje enfrenta momento dificílimo”.
Sim ou não
Riella recomenda que “não se leve a sério” as duas pesquisas. Segundo o jornalista, são apresentadas ao público apenas duas questões – sim ou não. “É errado! Nessa condição primária de manipulação de resultados, a divulgação do índice de 45,7% de positivo, neste momento, visa fazer média com o governador e com sua área de marketing”. E completa: “a única pesquisa que usa o Sim-Não é aquela feita pelo padre, no altar, perante uma platéia e um casal de noivos”.
De ótimo a péssimo
Segundo Riella, a metodologia correta, que vem sendo aplicada à presidente Dilma Rousseff, indica cinco respostas: Ótimo, Bom, Razoável, Ruim e Péssimo. “Como aceitação (Ótimo e Bom), o governo Rollemberg deve registrar hoje menos de 30%, o que poderá ser demonstrado breve numa pesquisa tradicional de Datafolha ou do Ibope. “Na verdade, um percentual elevado da população do DF nem sabe quem é Rodrigo Rollemberg – e por isso não poderia ter votado no Aprova-Desaprova. Mas o cidadão que anda na rua sabe que este resultado está sendo puxado para cima, com metodologia torta de pesquisa”.

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