Brasília ganha primeiro parque pensado exclusivamente para cães

BSB Capital 22/06/2017 às 12:19, Atualizado em 18/09/2017 às 21:15

“Os outros ‘parcães’ criados no DF eram apenas um lugar cercado, totalmente descoberto e sem separação de áreas de acordo com o porte e a personalidade do animal”, explica especialista

Espaço de convivência foi pensado para o bem-estar animal e de acordo com aspectos comportamentais de cães. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Brasília ganhará no próximo domingo (25) um novo ParCão — espaço para convivência de cães. O espaço ficará na QI 2 do Lago Norte, próximo a um supermercado, levou em conta aspectos comportamentais dos animais. A inauguração será às 9 horas.

Esse é o primeiro ParCão do Distrito Federal a observar características desse tipo. Nele existem áreas separadas para cães mais ativos e de maior porte e para os menos vigorosos, idosos ou com algum tipo de deficiência. Há também zonas de sombra e de sol, entre outros cuidados.

O projeto, no valor de R$ 103 mil, foi concebido pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com especialistas voluntários e integrantes de organizações não governamentais.

Os recursos são da pasta, obtidos por meio do Comitê Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (Cipda). A contratação da obra coube à Administração Regional do Lago Norte.

Foco no bem-estar dos animais

A ideia é garantir que o espaço de convivência garanta o bem-estar do animal. “Os outros ‘parcães’ criados no DF eram apenas um lugar cercado, totalmente descoberto e sem separação de áreas de acordo com o porte e a personalidade do animal”, explica a chefe da Unidade Estratégica de Direitos dos Animais da Secretaria do Meio Ambiente, Mara Moscoso.

No Lago Norte, há locais com sombra e gramado. “Cães são como bebês, não devem tomar sol em horários muito quentes”, compara Mara.

Outra opção com foco no bem-estar foi a de não instalar equipamentos de agility, como rampas e túneis. “Somente animais com treinamento específico para esses aparelhos têm condição de usá-los. E a maioria dos cães não o têm”, explica a médica veterinária Cecília Carreiro, especialista em comportamento animal.

Cecília atuou voluntariamente na elaboração do ParCão do Lago Norte. Ela conta ser bastante comum que tutores coloquem animais no alto das rampas. “O resultado é o cão ficar paralisado de medo”, destaca.

Para evitar contaminação, o espaço também não terá mesas. O objetivo é não incentivar piqueniques. “Vemos que alguns tutores costumam colocar os animais em cima da mesa. Assim, há o risco de transmissão de doenças por meio dos alimentos”, detalha a veterinária.

Pontos de água serão colocados à disposição para abastecimento de recipientes. Não se trata de bebedouros, por isso, não será possível o contato direto dos cães com as torneiras. É uma forma de evitar transmissão de doenças pela saliva.

O ParCão do Lago Norte tem 600 metros quadrados e funciona todos os dias de forma gratuita. Postes de iluminação permitem visitas também no período noturno.

Para frequentá-lo, no entanto, é preciso observar algumas normas de conduta, apresentadas em placas:

  • Os animais só poderão ficar no cercado acompanhados dos tutores
  • Os tutores devem ter força e tamanho suficientes para controlar o animal
  • A presença de crianças é permitida no espaço, mas acompanhadas dos pais ou responsáveis
  • Se houver conflito entre cães, é obrigatória a intervenção dos tutores
  • Também é obrigatório o recolhimento de fezes dos animais
  • Os animais devem estar vacinados e vermifugados, não ter infestação de pulgas nem carrapatos
  • As fêmeas não podem estar no cio

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