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Internacional

Brasileiros empreendem na Terra do Sol Nascente

  • Ana Mendonça
  • 15/10/2025
  • 08:00

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Foto: Arquivo pessoal

Ana Mendonça

Há um ano e quatro meses, o casal brasiliense Jeziel Senhorinho, 32, e Caroline Naomi, 30, deixou para trás negócios estáveis no Brasil para tentar a vida no Japão. Diferente das décadas passadas, quando o país asiático era destino de quem buscava emprego em fábricas, hoje a realidade mudou: salários baixos, mão de obra barata de estrangeiros de outras origens e impostos altos tornam a indústria pouco atraente para jovens.

Em Oizumi, província de Gunma, Jeziel comanda o food truck Samurai Potato. Ele vende batatas recheadas, enquanto Caroline gerencia o e-commerce Japão Entrega, despachando produtos japoneses para o Brasil. O casal se tornou presença constante no TikTok, mostrando o cotidiano dos negócios com a meta ousada de juntar 2 milhões de ienes (cerca de R$ 75 mil) em três meses. “Antes, valia a pena vir para cá, trabalhar em fábricas e juntar dinheiro. Hoje, é melhor empreender para se estruturar e ter qualidade de vida”, explica Jeziel.

CHOQUE CULTURAL – Apesar do entusiasmo, os primeiros meses não foram fáceis. O Japão Entrega gerava burburinho no Brasil, mas mal cobria as despesas no Japão. “Chegamos cheios de energia, mas a burocracia nos parou: carteira de motorista cara, neve no caminho para o mercado, tudo nos deixava dependentes”, lembra Jeziel.

Descendente de japoneses, Caroline viveu no Japão até os 18 anos, e sabia que voltar significaria encarar novamente regras e costumes locais. Para suavizar o choque, escolheram Oizumi, uma “bolha brasileira” a 1h30 de Tóquio, com placas em português e restaurantes bilíngues, o que deu ao casal uma sensação de pertencimento, mesmo em território estrangeiro.

RESILIÊNCIA DIGITAL – A virada veio com o uso estratégico das redes sociais, herança da experiência empreendedora em Brasília. Após um ano trabalhando na fábrica Panasonic – onde Jeziel operava máquinas braçais 12 horas por dia –, o casal apostou no digital. Um vídeo engraçado dele pedindo McDonald’s no Japão viralizou, atraindo milhares de seguidores.

Superando críticas e haters brasileiros, eles lançaram a série “2 milhões de ienes em 3 meses”, registrando perrengues e conquistas diárias. Em um mês, compraram o food truck. Hoje, a rotina é dividida entre o dia de Jeziel no food truck e a noite de Caroline nos envios do Japão Entrega, respeitando o fuso horário. Além disso, participam de pubs para lojas japonesas e festivais tradicionais, como o Matsuri.

O impacto vai além dos negócios. O casal se tornou referência para a comunidade brasileira em Oizumi, incentivando colegas de fábrica a empreender. “Um cozinheiro formado em gastronomia começou a me ajudar. A galera começa a pensar: ‘Se eles deram certo em um ano, eu também posso’”, relata Jeziel.

A experiência mostra que, para jovens brasileiros, o caminho não precisa ser limitado às linhas de produção: iniciativa e criatividade podem gerar oportunidades reais de crescimento.

PARADIGMA – A relação entre Brasil e Japão tem raízes profundas. Em 1908, o navio Kasato Maru trouxe 781 japoneses para trabalhar nas lavouras de café, e em virtude da relação criada, nos anos 1990, cerca de 300 mil brasileiros, conhecidos como dekasseguis, migraram para fábricas japonesas, enviando remessas que somavam R$ 1 bilhão por ano. 

Hoje, Pesquisa da Associação Brasil-Japão mostra que 70% dos jovens de 20 a 35 anos rejeitam o trabalho em fábricas, citando exaustão e isolamento como fatores determinantes. “A fábrica dá estabilidade, como um carro em uma semana de trabalho, mas rouba a vida: 12 horas em pé, sem tempo para família ou amigos”, alerta Jeziel.

A população japonesa envelheceu: 29% das pessoas têm mais de 65 anos, e os negócios tradicionais dominam o mercado. “Ramen em cada esquina, atendimento frio e zero marketing digital. Aqui, 5 mil seguidores já te dão destaque; o TikTok entrega fácil, sem a concorrência pesada do Brasil”, explica Caroline.

Brasileiros se destacam pela proatividade. Os food trucks cresceram 20% em 2023, liderados por conterrâneos em açaí e pratos tropicais. “O japonês ama! Não tem calor humano como no Brasil. O produto não vende sozinho; é a experiência que conta”, afirma Jeziel. 

O casal conta que desafios como barreiras linguísticas, diferenças culturais e burnout inicial, existem. Mas reforçam: o momento de empreender no Japão é agora. “O Brasil é mais avançado em empreendedorismo. Daqui a cinco anos, aqui terá mais concorrência. Quem chega agora e gira a moeda local tem oportunidade real”, aconselha Jeziel.

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