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Nutrição, Saúde

Brasil segue tendência mundial de má nutrição infantil

  • Caroline Romeiro
  • 16/09/2025
  • 19:00

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Raiane Oliveira de Araújo (*) 

Caroline Romeiro (**)

De 2000 a 2022, a taxa de obesidade no mundo triplicou entre crianças e adolescentes, enquanto o sobrepeso dobrou. Em 2025, pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição como forma mais comum de má nutrição entre pessoas de 5 a 19 anos. 

O relatório “Alimentando o Lucro: Como os Ambientes Alimentares estão Falhando com as Crianças”, divulgado pelo Unicef, aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes no mundo — cerca de 391 milhões — está acima do peso, sendo que 188 milhões já vivem com obesidade. No mesmo período, a desnutrição caiu de quase 13% em 2000 para 9,2% em 2025, enquanto as taxas de obesidade triplicaram, passando de 3% para 9,4%.

No Brasil, a transição nutricional ocorreu de forma precoce. Desde os anos 2000, a obesidade já superava a desnutrição entre jovens. A prevalência de obesidade em crianças e adolescentes passou de 5% em 2000 para 15% em 2022, enquanto o sobrepeso dobrou de 18% para 36% no mesmo período. Em contrapartida, a desnutrição aguda recuou de 4% para 3%. 

Esse movimento revela o impacto crescente dos alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e gorduras de baixo valor nutricional, que ocupam espaço cada vez maior nas prateleiras, escolas e plataformas digitais, impulsionados por estratégias de marketing agressivas voltadas ao público jovem.

As consequências são graves tanto para a saúde quanto para a economia. Estima-se que até 2035 o impacto financeiro global do sobrepeso e da obesidade ultrapasse US$ 4 trilhões/ano, pressionando sistemas de saúde e aprofundando desigualdades sociais. 

PNAE – No Brasil, políticas públicas vêm desempenhando papel fundamental no enfrentamento do problema. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), por exemplo, passou a restringir progressivamente a compra de ultraprocessados nas escolas públicas, destinando a maior parte dos recursos a alimentos in natura e minimamente processados, como arroz, feijão, frutas e legumes.

Outras medidas também reforçam a proteção à infância, como a rotulagem frontal de advertência em alimentos industrializados e o banimento de gorduras trans, que favorecem escolhas mais saudáveis. 

O alerta do Unicef é claro: a má nutrição do século XXI não está mais associada apenas à escassez de alimentos, mas também ao excesso de produtos de baixo valor nutricional. 

Garantir que crianças tenham acesso a refeições frescas e nutritivas é mais do que uma questão de saúde pública — é um compromisso com o desenvolvimento e o futuro das próximas gerações.

(*) Estudante de Nutrição da Universidade Católica de Brasília (UCB) – autora

(**) Professora da UCB, nutricionista e colunista do BSB Capital – revisora 

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Caroline Romeiro

(*) Ex-presidente do CRN 1ª Região, Mestre em Nutrição Humana e doutoranda em Ciências da Saúde

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