Brasil dividido

mmPor ,12/03/2016 às 20:21, Atualizado em 09/07/2016 às 3:37

O que já estava ruim, piorou com a determinação do juiz Sérgio Moro de levar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para depor de forma coercitiva (na marra), na sexta-feira (4). Nesta semana, vários ministros do STF ensinaram: ” a coerção só seria cabível caso Lula já tivesse sido intimado e se negado a …

Brasil dividido Leia mais »

O que já estava ruim, piorou com a determinação do juiz Sérgio Moro de levar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para depor de forma coercitiva (na marra), na sexta-feira (4). Nesta semana, vários ministros do STF ensinaram: ” a coerção só seria cabível caso Lula já tivesse sido intimado e se negado a depor, o que não aconteceu”.

A explicação de Moro (segurança de Lula) não convenceu ninguém e, sobre ela, manifestou-se o ministro Marco Aurélio, do Supremo, no programa Canal Livre, da Band: “eu não gostaria de receber essa segurança”.

Desde o início da Operação Lava Jato, Moro tem sido bastante criticado, inclusive pelo ministro Marco Aurélio, que ensina: “prisão é exceção e não regra”. Há também críticas sobre a delação premiada.

O ato desnecessário de coagir Lula deveria ter recebido a repulsa de todos, inclusive da oposição. No entanto, recebeu aplausos. Certamente se esqueceram de que vários deles também estão denunciados pelos mais variados crimes, inclusive de corrupção.

Mas, pergunta-se: qual é o verdadeiro motivo do ódio e intolerância que se instalou no Brasil? Frustração de uma elite podre, de mentalidade colonial e sonegadora de impostos, que perdeu a eleição e não aceita os avanços sociais que têm beneficiado, principalmente, os pobres e negros. Não aceitam ver o ex-pobre viajar de avião, frequentar restaurantes, comprar carros e ter seus filhos na universidade federal.

Como são hipócritas, usam o mote da corrupção, como se eles e os seus candidatos fossem honestos. Qual é a diferença entre um corrupto e um sonegador de impostos? Nenhuma. Um tira recursos públicos e o outro não os põe.

No Brasil, de cada dois reais de impostos, um é sonegado. É essa elite sonegadora que esbraveja e bate panelas contra a corrupção, influenciando um bando de inocentes úteis.

De um lado e do outro a justiça os alcançará. Segundo Bezerra de Menezes, o trabalho de limpeza não parará até que o País e o Planeta estejam limpos. Aí, então, será cumprida a profecia do apóstolo João Evangelista contida no Apocalipse: “então, eu vi um novo Céu e uma nova Terra”.

 


Fernando – Reflexões sobre a morte


Amor também se aprende


Joaquim Nabuco e o novo Brasil


 

Deixe um comentário

Rolar para cima