Bege põe ordem na casa

bsbcapitalPor ,03/03/2013 às 12:48, Atualizado em 03/03/2013 às 12:48

Há exatamente um ano, em março de 2012, desembarcava no palácio do Buriti, procedente do palácio do Planalto, o odontólogo potiguar Swendenberg do Nascimento Barbosa, o Bege, 55 anos. Após uma longa negociação, o governador Agnelo Queiroz adquiriu seu passe junto à presidente Dilma Rousseff para assumir a chefia da Casa Civil do GDF. Na …

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Há exatamente um ano, em março de 2012, desembarcava no palácio do Buriti, procedente do palácio do Planalto, o odontólogo potiguar Swendenberg do Nascimento Barbosa, o Bege, 55 anos. Após uma longa negociação, o governador Agnelo Queiroz adquiriu seu passe junto à presidente Dilma Rousseff para assumir a chefia da Casa Civil do GDF.

Na bagagem, Bege trazia dez anos de experiência adquirida nas gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na primeira fase da administração da própria Dilma, além de uma passagem pelo governo Cristovam Buarque (1999-2002). No time de Agnelo, Bege passou a atuar numa posição estratégica: a articulação da gestão governamental.

De quebra, o secretário ainda tornou-se peça fundamental na interlocução entre os governos de Brasília e federal. Não à toa, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre outros, começaram a fluir com muito mais facilidade para os cofres da capital da República. Para se ter uma ideia, apenas do PAC o DF receberá R$ 12 bilhões até o final de 2014, além de R$ 3 bilhões para projetos estruturantes.

Ao assumir sua poltrona no primeiro andar do Buriti, em gabinete contíguo ao de Agnelo, coube ao próprio governador definir a tarefa de Bege: a gestão governamental. Ficaria a cargo do então secretário de Governo, Paulo Tadeu (posteriormente indicado para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do DF), a articulação política.

Bege sugeriu a criação da Junta de Execução Orçamentária, presidida pelo governador e composta pelos secretários de Fazenda e de Planejamento, além, evidentemente, da própria Casa Civil. A ideia era não desperdiçar os recursos financeiros, remanejando dinheiro para áreas onde realmente houvesse demanda.

Apenas no ano passado, mais de R$ 800 milhões foram deslocados da destinação original para resolver questões mais urgentes nas áreas de pavimentação e recapeamento de pistas, construção de ciclovias, limpeza de vias públicas, habitação, melhorias na qualidade de vida do cidadão e início de obras reivindicadas pela população. Com isso, o DF tem hoje em andamento mais de 170 empreendimentos nas áreas de energia e transporte e nos programas Cidade Melhor e Minha Casa, Minha Vida.

Antes de dar o pontapé inicial após a entrada de Bege no time, Agnelo convocou reuniões específicas com secretários, administradores regionais e diretores de órgãos executores, como CEB, Caesb, Terracap, Novacap e DER. Nesses encontros, delegou à Casa Civil poderes para implementar a filosofia de trabalho de seu titular.

Várias reuniões como aquela foram realizadas ao longo do ano para melhorar a sintonia entre as diversas instâncias do governo, o que resultou na otimização das ações do GDF. “Esses encontros têm sido fundamentais para aumentar a agilidade da máquina administrativa, uma vez que as políticas mais complexas não se resolvem no âmbito de uma única secretaria”, explica Bege.

Baseado nos bons resultados desse modelo, o governador convocou o primeiro e o segundo escalões para uma grande reunião no dia 20 de dezembro, ocasião em que fez o alinhamento das prioridades do GDF para a segunda metade de sua gestão (2013/14). “O resultado daquele encontro é a nossa cartilha de trabalho. Novos projetos não serão aceitos, exceto por ordem do governador”, avisa Bege.

Sincronizado com o governo federal, Bege não tem dúvida de que os quatro grandes eixos de seu plano de trabalho (agenda social, infraestrutura, qualidade de vida e gestão pública) serão fundamentais para solucionar os mais urgentes problemas da população brasiliense.

“Sob esses quatro guarda-chuvas é possível incluir todas as ações do governo, desde a melhoria da mobilidade e dos equipamentos urbanos, a saúde, a redução da pobreza e a inclusão social”, garante o chefe da Casa Civil, para quem “o GDF está organizado para cumprir as demandas determinadas pelo governador”.

A receita de Bege é simples: “só é possível garantir benefícios para a população melhorando e ampliando a eficiência governamental. Sabemos que há quilômetros a percorrer, mesmo tendo a consciência de que já fizemos muito”.

Embora evite politizar seu trabalho, para fugir de comparações entre o que era o governo antes de sua chegada e o que é hoje, dizendo não ter conhecimento de pesquisas de opinião em relação ao desempenho do GDF, o chefe da Casa Civil admite: “soube que melhorou”.


Por Orlando Pontes

Da Redação

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