Bat Caverna é invadida por bandidos

BSB Capital 13/06/2014 às 21:53, Atualizado em 13/06/2014 às 21:53

Prédio abandonado há 25 anos incomoda a comunidade da QNN 20, em Ceilândia Sul Abandonado há mais de 25 anos, o prédio apelidado pela comunidade de Bat Caverna tem assombrado moradores da QNN 20, em Ceilândia Sul. O dono do imóvel morreu antes de concluir a construção, e desde então a obra virou motivo de …

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Prédio abandonado há 25 anos incomoda a comunidade da QNN 20, em Ceilândia Sul

Abandonado há mais de 25 anos, o prédio apelidado pela comunidade de Bat Caverna tem assombrado moradores da QNN 20, em Ceilândia Sul. O dono do imóvel morreu antes de concluir a construção, e desde então a obra virou motivo de uma briga judicial entre os herdeiros – três irmãos.

De acordo com moradores do setor, o edifício seria uma clínica médica. Mas a obra foi embargada pela Justiça até que seja definido a quem cabe a herança. Enquanto isso, a Batcaverna serve de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

Liliane Reis trabalha como vendedora numa distribuidora de bebidas próxima ao prédio. Ela afirma que os “moradores” da obra abandonada afugentam os clientes e prejudicam o comércio local. “Eles perturbam os funcionários das lojas e, principalmente, a clientela. Abordam pedindo dinheiro e às vezes são muito agressivos”, relata.

Para terem acesso ao subsolo do prédio, os usuários de drogas improvisaram uma rampa feita de lixo, escorada em um dos dutos de ar do esqueleto, o que torna a construção ainda mais perigosa.

Segundo a moradora Andréia Queiroz, à noite é o pior horário para quem precisa passar pelo local. “Depois de certo horário não podemos mais passar perto do prédio, pois os indivíduos que se escondem lá ficam esperando uma oportunidade para assaltar ou até fazer coisa pior com alguém”, denuncia.

Acúmulo de lixo, presença de ratos e insetos e o forte odor são reclamações frequentes da comunidade. Um flanelinha que trabalha no estacionamento do comércio confessa que usa a construção como banheiro. “Eu vigio carros aqui todos os dias e, quando preciso fazer minhas necessidades, vou lá. É o meu banheiro particular”, brinca.

O empresário Élvio Costa culpa o descaso com o prédio pelo baixo crescimento do comércio. “O comércio aqui não desenvolve. Enquanto não resolvem o impasse que envolve a obra, os comerciantes e os moradores sofrem com esse abandono”.

Em nota, Administração Regional de Ceilândia informou que por se tratar de uma área particular, não pode interferir na obra. Porém, em 2012 retirou as paredes da construção, para evitar que usuários de drogas se escondam no interior da Bat Caverna.

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