Bancária morre após cirurgia estética e família denuncia clínica

BSB Capital 09/05/2014 às 12:14, Atualizado em 09/05/2014 às 12:14

Railma morreu na ultima terça-feira em um hospital da Asa Sul A família da bancária Railma Rodrigues Soares de Siqueira, 32 anos, denuncia uma suposta negligência médica, que pede ter ocasionado a morte da mulher. O feirante Cleydson de Siqueira, marido de Railma, relatou que a esposa procurou uma clínica de estética em Taguatinga Sul …

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20140509100855825173a20140509100855825173aBancáriaRailma morreu na ultima terça-feira em um hospital da Asa Sul

A família da bancária Railma Rodrigues Soares de Siqueira, 32 anos, denuncia uma suposta negligência médica, que pede ter ocasionado a morte da mulher. O feirante Cleydson de Siqueira, marido de Railma, relatou que a esposa procurou uma clínica de estética em Taguatinga Sul para trocar o silicone, fazer abdominoplastia e lipoaspiração. Complicações no procedimento cirúrgico podem ter resultado na falência dos rins.

A cirurgia foi realizada em um sábado, 26 de abril. A bancária fez o exame pré-operatório, no qual, segundo a família, não teria identificado qualquer problema que pudesse impossibilitar a intervenção cirúrgica. No dia seguinte, quando o marido foi visitar a esposa, percebeu que Railma estava pálida, inchada e com dificuldade para falar e se movimentar. Segundo Cleydson, ao questionar o médico responsável pela cirurgia, foi informado de que não havia problemas de saúde e que o estado da paciente era normal em decorrência da cirurgia.

Apesar de ser informado que o caso não era grave, Cleydson garante que o médico da clínica pediu para que ele fosse ao hospital mais próximo, com um tubo contendo sangue da esposa, para fazer um hemograma. Segundo o marido, o procedimento ajudaria a verificar o tipo sanguíneo da paciente e daria andamento à transfusão, que foi feita da clínica.

Após o procedimento, a família notou uma pequena melhora em Railma. “Ela não estava mais tão pálida, no entanto, não urinava desde a cirurgia. Perguntei ao médico sobre o problema e ele me disse que a ingestão de diurético resolveria a questão”, disse Cleydson.

A família relatou ao Correio que pediu a transferência de Railma para um hospital, mas a solicitação teria sido negada pela clínica. “O médico falava a todo momento que estava tudo bem e que ela não corria risco de morte”, ressaltou o feirante.

Três dias após a cirurgia, a família da bancária foi informada da transferência para o Hospital Santa Luzia, na Asa Sul. “Me ligaram falando que ela precisava ir para a UTI fazer mais exames, apenas para garantir que estava tudo bem”, disse o marido.

Ao chegar na unidade de saúde, Cleydson foi informado que os rins da mulher não funcionavam desde domingo, um dia após a cirurgia plástica, que houve uma hemorragia interna e que o caso era gravíssimo. “A médica responsável pela UTI disse que estava preocupada com os órgãos e que precisava fazer uma hemodiálise com urgência”, relatou. O marido da paciente disse ainda que exames mostraram uma perfuração no lado esquerdo do pulmão.

A morte cerebral de Railma foi confirmada na última terça-feira (6/5). “Durante a visita, a doutora mostrou a tomografia que ilustrava os vasos sanguíneos que chegavam apenas até o pescoço, constatando a morte cerebral”.

O boltim médico disponibilizado pelo Hospital Santa Luzia atesta o dia e o horário da morte e mostra que a paciente chegou ao hospital com insuficiência reanal aguda e hepática.

Railma era casada há 15 anos com Cleydson e deixou um filho de 7 anos. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que investiga o caso. “O sentimento que fica é de revolta, estou com medo de que não seja feita a justiça. Preciso dar satisfação para o meu filho, explicar o que realmente aconteceu”, exclamou. O enterro será neste sábado (10/5), às 11h, no cemitério de Taguatinga.

O Correio entrou em contato com a Clínica Lazzarini, que informou que não irá se pronunciar enquanto não sair o laudo com as causas da morte.

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