Autoridades de Atenas avisam que não pagarão dívida com o FMI

bsbcapitalPor ,30/06/2015 às 7:59, Atualizado em 30/06/2015 às 7:59

Expectativa é que default afugente investidores dos ativos de risco   Os mercados estão com os olhos voltados para a Grécia. Hoje é o Dia D para o calote de Atenas junto aos credores internacionais, o que pode culminar com a saída do país da Zona do Euro ou até mesmo da União Europeia, na …

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20150629231043849689eExpectativa é que default afugente investidores dos ativos de risco
 

Os mercados estão com os olhos voltados para a Grécia. Hoje é o Dia D para o calote de Atenas junto aos credores internacionais, o que pode culminar com a saída do país da Zona do Euro ou até mesmo da União Europeia, na avaliação dos especialistas.

Autoridades gregas avisavam que o país não pagará a parcela de 1,6 bilhão euros devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e cujo prazo vence nesta terça-feira. Questionado pelo jornal britânico Financial Times se o governo quitaria o débito, o ministro grego da Economia, George Stathakis, confirmou o default (calote) ao Fundo. Essa medida poderá interromper os empréstimos emergenciais que estão sendo feitos pelo Banco Central Europeu (BCE) aos bancos gregos o que forçará a saída da Grécia da Zona do Euro.

A expectativa iminente do default levou a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a reduzir ontem a nota da Grécia de CCC para CCC-. A instituição avaliou que a decisão do primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, de convocar na última sexta-feira um referendo para domingo, 5, a fim de que os gregos decidam se aceitam o plano de resgate dos credores é um mau sinal para a “estabilidade econômica” do país europeu. De acordo com a instituição, o risco de saída de Atenas da Eurozona é de 50% “sem uma evolução favorável da situação”, o que levará, nos próximos seis meses, a uma moratória da Grécia com credores privados.

A expectativa sobre o que ocorreria em Atenas deixou os mercados internacionais nervosos e provocou um rastro de prejuízo no mundo. As bolsas da Ásia, da Europa e das Américas fecharam o dia no vermelho. A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) acompanhou as demais, embalada pela crise grega, e recuou 1,86%, para 53.014 pontos. A instabilidade na União Europeia deixou a cotação do euro bem próxima a do dólar ontem. Enquanto a divisa americana recuou 0,28% para R$ 3,12, o euro encerrou a R$ 3,05, com alta de 0,38%.

Na avaliação do professor de Finanças do Ibmec-DF José Kobori, essa forte queda nos mercados é resultado da precificação do calote grego. “Eles (os operadores) estão se adiantando ao fato. Pode ser que, quando a Grécia anunciar que não pagará o FMI, as bolsas subam”, destacou ele destacando que, para o Brasil, o impacto dessa crise na Europa será mínimo. O economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, também acredita que o nível de contágio local é baixo. “O nosso problema é interno. Mas amanhã, o dia será tenso. Os mercados continuarão evitando risco e as bolsas devem sofrer novas quedas e os ativos em iene e em dólar, considerados mais seguros, deverão ser o mais procurados”, disse.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, considera inevitável saída da Grécia da Zona do Euro e que o impacto disso não será dramático nos mercados, com uma desvalorização das moedas em relação ao dólar relativamente rápida.

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