Luís Gabriel Sousa

Diva!

Uma pequena historinha de quando a Maria Fernanda foi entrar na agência bancária

Microconto: Renascer

Entraram quatro senhoras sexagenárias no café que eu estava em Buenos Aires. Sem entenderem o cardápio, acabei oferecendo ajuda; pediram o que queriam e conversamos por um longo tempo até eu descobrir que foi já na terceira idade quando elas tomaram gosto em viajar juntas como mochileiras pra aproveitar a vida. A alegria e a bagunça delas eram contagiantes. A gente acha que depois dos 60 a vida vai acabando, mas se souber dar valor, é a partir dali que ela começa!

Celebridade fugaz

“Eu tirava os cachos de flores da tulipeira, como chamava a árvore lá de casa, pra brincar de “guerra de xixi de macaco”. Mas para pegar a minha arma eu tinha que subir no muro e pular, pular muito bem. Errei! Sim, foi num desses saltos que fiz as contas erradas e saltei direto com …

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Relato de uma prostituta  

Fui estuprada. Levaram o que eu tinha de mais inocente. Fiquei atirada sem saber como me mexer. Sentei abraçando meus joelhos esperando que aquilo tudo passasse! Arrancaram de mim o sentimento único, o que dizem não ter outro no mundo! Largaram-me sozinha, com um buraco no peito e sofrimento profundo. Defloraram meu amor! Agora recomponho-me, …

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Chuva de doces

Chamavam as crianças para estourar o balão gigante. O coração disparava e todo mundo procurava pelo melhor lugar e mais estratégico pra conseguir pegar o máximo de bugigangas possível. Naquela hora não tinha irmão, amigo, criança menor ou maior, era eu e o foco no balão gigante pendurado! A melhor parte era quando alguém colocava …

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De olho na fartura  

Na pré-escola me descobri “tarado”. Minha professora era a Neidijane, Neide para os íntimos. Tínhamos que fazer um exercício no caderno de caligrafia, mas minha letra não precisava mais daquele reforço de escrita, ou seja, fiquei sem fazer nada. Mais ou menos, eu tive a ideia de escrever uma carta, não lembro pra quem, e …

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Receita de sobrevivência

Quando chegava final de mês lá em casa, a coisa ficava tensa. Tensa não, divertida. Usávamos a criatividade pra tudo, principalmente na gastronomia. À tarde, no chá inglês das 17h, pegávamos o pão velho, assávamos na frigideira com óleo de soja e cobríamos a borda com orégano. A manteiga geralmente acabava antes da próxima compra …

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Visita atrasada

Pra eu não ficar só, minha mãe adotou um irmão, 5 anos mais velho que eu. Não dava pra brincar já que ele queria jogar futebol e eu brincar de boneca. Assim, viajava no mundo infantil sozinha uma infância quase solitária. Hoje, 30 anos depois, descubro que tenho mais 7 irmãos. Demoraram tanto pra chegar …

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Pra cego ver  

Sento em frente ao computador e escuto meu filho ler o microconto pra mim. Ouço atentamente os detalhes, volto no tempo e relembro histórias de minha infância, através de outras recordações do escritor distante e sem rosto pra mim. Por alguns segundos vejo a vida com os olhos, depois passa e vivo da melhor forma …

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Aprendendo a viver

O telefone tocou e recebi a notícia que esperava por alguns anos. Meu avô tinha falecido. Por mais que eu estivesse preparado pra receber a notícia, ainda assim, eu não sabia como era ficar sem ir ao hospital diariamente visitá-lo e cuidar dele. Foi como se tivessem mudado uma página da minha vida e me …

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Ninguém morre de amor, vive

Entrei no quarto e me atirei na cama. Os joelhos encostavam-se ao peito e era como se eu mesmo me abraçasse. A dor que sentia no peito era conflituosa entre a física e a moral. Tinha perdido meu primeiro amor sem pausa, sem explicação, sem jeito. Meu primeiro amor resolveu voltar ao seu primeiro amor. …

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Diversidade de gêneros  

Minha vó Das Dores tinha um jabuti. Quando criança chamávamos de tartaruga mesmo, porque pra gente era tudo igual. O nome dela era “Moça” e alguns dos meus primos mais novos também a confundiam com égua e queriam cavalgar. Depois que minha vó morreu, ela foi morar com um tio e nunca mais a vi. …

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Sopa no Recando das Emas

Lembro de pedir para a minha mãe me levar à fila para buscar sopa, em 1995. Quem dava era o governo, nos bairros pobres de Brasília, para famílias carentes. Eu adorava, mesmo sem ter a necessidade de buscar o alimento. Por algumas vezes via pessoas pedindo mais que “uma medida” e, sem entender, pensava que …

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