O ativista brasileiro Thiago Ávila e o cidadão palestino-espanhol Saif Abu Keshek foram libertados no sábado (9) por Israel. Eles estavam presos desde 30 de abril, quando forças israelenses atacaram um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza.
Ambos foram deportados neste domingo (10) para seus países de origem, segundo informação do Ministério das Relações Exteriores israelense, confirmando notícia do Adalah, centro de assistência jurídica que acompanha o caso. A decisão é do juiz Yaniv Ben-Haroush.
“Hoje, sábado, 9 de maio, o Shabak (agência de inteligência israelense) informou a equipe jurídica do @adalah.legal.center, uma organização membro da FIDH [Federação Internacional de Direitos Humanos], que os dois líderes da Flotilha Global Sumud serão transferidos para as autoridades de imigração ainda hoje, aguardando deportação para seus países de origem”, diz o comunicado divulgado pelo Adalah.
De acordo com o comunicado, os interrogatórios contra Thiago Ávila e Saif Abukeshek terminaram, após os dois terem sido mantidos em isolamento total “sob condições punitivas e submetidos a maus-tratos e tortura, apesar de sua missão ser inteiramente civil”. O Adalah disse que acompanha de perto a situação. Thiago e Saif fizeram greve de fome desde o início da detenção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia classificado a prisão do ativista brasileiro como injustificável. Nas redes sociais, o mandatário brasileiro disse que a ação do governo de Israel causou grande preocupação e que deveria ser condenada por todos.
Lula acrescentou que a detenção dos ativistas da flotilha Global Sumud já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, os governos do Brasil e da Espanha exigiram que os ativistas recebessem plena garantia de segurança e fossem imediatamente soltos.
Saiba +
O brasileiro estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. No dia 30 de abril, a embarcação navegava por águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, quando foi interceptada pelas forças israelenses. Ávila foi levado a Israel juntamente com Saif Abukeshek, enquanto outros 100 ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para Creta. Ávila e outras seis pessoas faziam parte da delegação brasileira da flotilha. O grupo partiu de Barcelona no dia 12 de abril com destino a Gaza.