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Política

As semelhanças entre Lula e a Leoa

Presidente da República e vice-governadora do DF adotam táticas parecidas em busca da reeleição

  • Orlando Pontes
  • 16/01/2026
  • 08:00

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Fotos: Joel Rodrigues/ Agência Brasília e Ricardo Stuckert/PR

Orlando Pontes

Reeleição é merecimento, ensinam os manuais de marketing político-eleitoral. Quem está no exercício do cargo é tratado como incumbente. Ou seja: é a figura que será mais demandada pelas cobranças do eleitor e dos demais concorrentes durante a campanha. E é justamente aí onde, nos últimos dias, surgiram semelhanças entre o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). 

Em busca de se manter no Palácio do Planalto para o quarto mandato, Lula tem conduzido o mandato sem descuidar de nenhuma área do governo, o que tem lhe rendido uma melhora nas avaliações nas pesquisas de intenção de voto. Mas ele também procura não se afastar dos ideais da esquerda, priorizando as questões sociais, como o combate à fome e a melhoria da qualidade de vida das parcelas mais vulneráveis da população. 

Já Celina herdará o governo comandado nos últimos sete anos por Ibaneis Rocha (MDB), de quem é vice há pouco mais de três anos. Ela se cacifou junto ao titular do cargo, principalmente, por sua postura de fidelidade. 

O maior teste neste sentido foi logo no início da gestão, em 8 de janeiro de 2023, quando, por determinação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, Ibaneis acabou afastado durante dois meses. Mas a vice, em momento algum, tentou prejudicá-lo. Ao contrário, Celina manteve o líder permanentemente informado do que se passava. E, mais do que isso, cumpriu à risca suas orientações.

O ano da colheita

Novamente investida na função de governadora em exercício durante as férias de Ibaneis a partir do final de dezembro do ano passado até o início de janeiro, Celina tem percorrido o “Quadradinho” fazendo entregas e anunciando novos compromissos para o restante do mandato, a partir da desincompatibilização de Ibaneis, anunciada para abril, em pleno Sábado de Aleluia.

Na terça-feira (13), a governadora em exercício reuniu todos os administradores regionais no Buriti para apresentar resultados do programa Administração Regional 24 Horas, plataforma digital voltada ao atendimento das demandas de manutenção urbana nas cidades. De acordo com o balanço apresentado por ela, das 67 mil solicitações apresentadas, 48 mil (76%) foram atendidas até janeiro deste ano.  Outro destaque é a redução de 85% no tempo médio de resposta.

Elencou dados sobre pedidos de pavimentação asfáltica (10 mil), poda de árvores (9 mil) e reparos na iluminação pública (4,5 mil). Na área da Saúde, a Leoa destacou o aumento nos atendimentos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e afirmou que o governo atende hoje quatro vezes mais do que em gestões anteriores. Dados da Controladoria-Geral do DF mostram ainda que a Saúde é a área que mais recebe elogios na Ouvidoria (mais de 10 mil registros).

Em meio à prestação de contas, Celina deu uma guinada no discurso, passando a estimular a audiência para o seu projeto de se reeleger no próximo mês de outubro. “O ano é de colheita. Quando organizamos tudo o que foi feito, damos ainda mais legitimidade ao nosso trabalho. É um ano para avançarmos em gestão, eficiência e produtividade”, afirmou a governadora, estendendo a orientação ao secretariado.

ME DEIXEM FICAR – Nesse momento, Celina parecia vocalizar os pedidos de Lula aos seus ministros na reunião de final de ano. O presidente se referiu a 2026 como “o ano da colheita” e de sua aposta numa agenda pelo social, estabelecendo como prioridades o fim da escala de trabalho 6×1, a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo e a ampliação de políticas públicas voltadas à renda e ao consumo. 

Durante a contabilização das conquistas do governo ao longo de 2025, como a isenção do Imposto de Renda para faixas mais baixas, o programa Gás do Povo, a expansão do Minha Casa, Minha Vida para a classe média e o estímulo ao crédito imobiliário, Lula emendou que estas são as “mercadorias” que devem ser expostas na vitrine eleitoral. E essa linha da estratégia de Lula parece ter sido adotada (ou copiada) por Celina.

“Precisamos consolidar os dados da atual gestão para embasar comparações com o governo anterior [de Jair Bolsonaro]”, disse Lula. A estratégia passa por destacar políticas sociais, indicadores econômicos e a retomada da estabilidade institucional, além de associar eventuais adversários à herança do bolsonarismo e aos episódios que culminaram na condenação e prisão do ex-presidente. 

Portanto, qualquer semelhança entre as estratégias de Lula e da Leoa não é mera coincidência. São os incumbentes montando suas defesas contra os ataques dos adversários e de uma busca de convencimento de “Sua Excelência o Eleitor” de que merecem ficar mais quatro anos nas cadeiras que estarão ocupando até o final de 2026.

Uma eleição com múltiplas frentes

Analistas políticos destacam que a eleição de 2026 deve se desenrolar em múltiplas frentes, que incluem o embate ideológico, o desempenho do governo e as relações entre Executivo, Congresso e Judiciário. Temas como economia, segurança pública, valores conservadores e políticas sociais tendem a dominar o debate, enquanto a dependência do governo federal em relação ao Centrão e a atuação das redes sociais devem influenciar o ritmo da campanha.

Os mesmos especialistas ponderam que, apesar da vantagem inicial, Lula ainda enfrenta desafios importantes, como a redução da rejeição e a manutenção do equilíbrio fiscal. A expectativa é de que, à medida que o calendário eleitoral avance, o cenário se torne mais competitivo, com possíveis alianças no campo oposicionista no segundo turno. 

Ainda assim, a avaliação predominante é de que Lula inicia 2026 bem posicionado para conduzir uma disputa que, mais uma vez, promete ser marcada pela polarização política no País. Diante de uma oposição fragmentada, o petista inicia o ano articulando movimentos políticos, administrativos e narrativos que já sinalizam o início da pré-campanha.

Levantamentos recentes mostram o presidente à frente de todos os principais nomes cotados pela direita. Sem Jair Bolsonaro no páreo – preso por tentativa de golpe de Estado –, o campo da direita se divide entre diferentes lideranças, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR). Mas nenhum deles, até o momento, conseguiu unificar o eleitorado conservador. 

A fragmentação da direita, somada à rejeição elevada de alguns desses nomes, reforça a posição do petista, que permanece como único polo de articulação da esquerda e mantém diálogo com diversos setores de centro. Já no DF, Celina tenta a mesma solução pelo lado oposto, catalisando uma grande frente conservadora que, por tabela, eleja Ibaneis e outro postulante conservador para a segunda vaga ao Senado. Em outubro, saberemos se as estratégias de Lula e da Leoa deram bom resultado.

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