Aprovados no PAS: orgulho de ser da escola pública

sinproPor ,18/11/2021 às 16:28, Atualizado em 18/11/2021 às 16:29

As escolas públicas do DF não param de comemorar os resultados conquistados no Programa de Avaliação Seriada (PAS) do triênio 2018-2020. Professores, orientadores educacionais, estudantes, pais, mães e responsáveis superaram as dificuldades, agravadas pela pandemia da covid-19, e a ausência de políticas públicas para a Educação, e emplacaram números impressionantes de aprovados no processo de …

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As escolas públicas do DF não param de comemorar os resultados conquistados no Programa de Avaliação Seriada (PAS) do triênio 2018-2020. Professores, orientadores educacionais, estudantes, pais, mães e responsáveis superaram as dificuldades, agravadas pela pandemia da covid-19, e a ausência de políticas públicas para a Educação, e emplacaram números impressionantes de aprovados no processo de seleção para a entrada na Universidade de Brasília (UnB).

O CEM 01 do Gama aprovou 78 alunos; o Centro de Ensino Médio do Setor Oeste (CEMSO) aprovou 48 alunos para a UnB; e o CED 11 de Ceilândia teve a alegria de comemorar 37 aprovações no PAS, mesmo após sofrer um dos momentos mais tristes de sua história, com o assassinato do estudante Geoffrey Stony Oliveira do Nascimento, de 16 anos, num caso de latrocínio nos arredores da escola. Esses números provavelmente serão ainda maiores, pois ainda será realizada a segunda chamada do PAS.

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Outras escolas também fizeram bonito, como o CEM 02 da Ceilândia, e o CEM 01 e CEM 02, ambos de Brazlândia. As três unidades escolares trazem em comum a alegria de ter um número excelente de aprovados do PAS e o difícil contexto da vulnerabilidade socioeconômica dos estudantes.

Ceilândia

No CEM 02 da Ceilândia, 39 estudantes garantiram vaga na UnB. O segredo do sucesso, segundo o diretor Eliel de Aquino, tem inspiração no mestre Paulo Freire. “Esperançar. Não poderíamos nos imbuir em outra palavra senão essa para superar governos que parecem trabalhar contra a educação”, desabafa o gestor.

Ele conta que, mesmo durante a pandemia, a escola não deixou de executar os projetos de apoio aos estudantes. “Conseguimos doação de computadores e de celulares para aqueles que não tinham equipamentos”, diz. Entretanto, segundo o gestor, além do desafio material, a comunidade escolar também teve como desafio superar as graves sequelas emocionais geradas naqueles que foram infectados pela covid-19 ou tiveram familiares e amigos vítimas do vírus.

Brazlândia

Trinta e seis estudantes do CEM 01 de Brazlândia garantiram vaga na UnB. “Se somados com o Enem, esse número sobe para 67. E acredito que, com a segunda chamada do PAS, alcancemos aí 80 estudantes”, afirma o diretor da unidade, Vinícius Mota.

Para além desse esforço individual, também houve o trabalho conjunto da equipe gestora, que investiu pesado no ensino remoto. Mesmo assim, a pandemia foi o grande entrave do CEM 01 de Brazlândia para a ampliação do número de aprovados no PAS.

“Não tem jeito. Quem só tem acesso ao material impresso, acaba perdendo. Fizemos o nosso melhor, mas tem coisas que não dependem da gente. Muitos projetos precisaram ser interrompidos. Mesmo assim nos superamos e tivemos esse ótimo resultado”, avalia Vinícius Mota.

No CEM 02 de Brazlândia, 48 estudantes fizeram a 3ª etapa do PAS. Desses, 32 foram classificados e 20 garantiram vaga na UnB. Os cursos foram variados: Direito, Mecatrônica, Farmácia e vários outros.

Segundo o diretor da escola, Marcos Acléssio, o resultado, que pode ficar ainda melhor após a segunda chamada do PAS, se deve ao esforço conjunto da comunidade escolar e ao empenho no projeto que visa à inserção dos estudantes no ensino superior, iniciado há cinco anos. 

“Estamos localizados numa área de vulnerabilidade social. Atendemos alunos pobres, de famílias desestruturadas, pais desempregados, sem estudo. Isso já é um grande dificultador. E hoje colhemos fruto desse projeto para inserir estudantes nas universidades, para que assim eles tenham a chance de mudar suas vidas”, conta.

O projeto, de acordo com Marcos, vai além do reforço no conteúdo: consiste em auxiliar os estudantes a fazerem suas inscrições no PAS, a solicitarem a taxa de inscrição e, muitas vezes, a ratear essa taxa para aqueles que não garantiram gratuidade para participar da seleção. “Já fizemos muitos rateios para alunos poderem fazer suas inscrições. Aliás, a taxa de inscrição para o PAS é o maior empecilho para esses estudantes”, afirma Marcos.

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** Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasília Capital

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