José Matos (*)
A Terra é uma escola e somos alunos das primeiras séries – portanto, imperfeitos e falíveis. Errar e sentir-se culpado é dar-se maior valor do que se tem, ou, se aconteceu há tempos, você, com o entendimento de hoje, se culpa por esquecer que não tinha a compreensão atual.
Pode-se errar por ignorância, orgulho ou impulso. Em vez de culpa, vamos aprender com os nossos erros e os dos outros. Sobre a culpa, Jesus ensinou: “Confessai-vos uns aos outros”. Mas não esqueça que Jesus estava se referindo a pessoas de confiança, sensatas, porque se você desabafar com pessoas desequilibradas, a sua culpa ficará maior.
O Mestre Gandhi, ao ser abordado por um indivíduo que tinha matado uma criança muçulmana, ensinou: “Vá a um lar de crianças muçulmanas órfãs, pegue uma delas e crie como se fosse sua filha”.
Gandhi estava ensinando a técnica da reparação, implantada pelo Mestre Say Baba em suas escolas na India. Errou? repare. Se não pode reparar com a pessoa a quem prejudicou, faça-o com qualquer um.
Vemos a técnica da reparação no AA (Alcoólicos Anônimos) e no NA (Narcóticos Anônimos): quem induziu pessoas ao vício ajuda os viciados a se libertarem. Isto é reparação, ação contrária ao mal praticado.
A Mestra Benta também abordou este tema. Vejamos: “A filha sabe que precisa ter fé em Deus e fazer suas preces antes de dormir, pedindo proteção para seu sono, como também, precisa aprender a se perdoar pelos erros cometidos (…) Carregar culpas é como andar juntando pedras no caminho e carregá-las nas costas (…).
A borracha que apaga as culpas se chama Caridade. Se matamos, vamos agora incentivar a vida, vamos socorrer, curar. Se roubamos, vamos agora trabalhar dobrado e incentivar o progresso e a justiça. Vamos transformar em luz aquilo que nossas mãos escureceram (…).
O perdão a nós mesmos e aos outros vem do sentimento de humildade e do entendimento de que ainda somos seres falíveis.
(*) Professor e palestrante