Ano letivo vai começar

gabrielpontesPor ,27/02/2015 às 18:37, Atualizado em 27/02/2015 às 18:37

Depois de uma semana de paralisação, os professores da rede pública do DF decidiram iniciar o ano letivo de 2015 na segunda-feira (2). Em assembleia com a presença de 10 mil docentes, sexta-feira (27), na Praça do Buriti, a categoria acatou a proposta do Governo do Distrito Federal, embora continue insatisfeita com o tratamento dado …

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Depois de uma semana de paralisação, os professores da rede pública do DF decidiram iniciar o ano letivo de 2015 na segunda-feira (2). Em assembleia com a presença de 10 mil docentes, sexta-feira (27), na Praça do Buriti, a categoria acatou a proposta do Governo do Distrito Federal, embora continue insatisfeita com o tratamento dado aos profissionais da educação. Após a decisão pelo fim do movimento, professores contrários à proposta do GDF atiraram bolas de papel e água nos diretores do Sinpro. Alguns precisaram sair escoltados.

A proposta do governo foi antecipar a quitação dos benefícios atrasados até o final de março, caso haja recurso no caixa, ou no início de abril. O GDF alega, porém, que depende da aprovação do remanejamento dos R$ 140 milhões dos fundos dos distritais para as contas do Tesouro (leia matéria na página ao lado), que estava na pauta de sexta-feira (27) da Câmara Legislativa.

“A gente não avaliou a proposta. Não concordamos e nem discordamos. A proposta não atende aos nossos desejos, mas preferimos organizar a greve para abril, para o caso de o governo não pagar o reajuste previsto em nosso plano de carreira, quando a primeira parcela deve ser quitada”, disse  Washington Dourado, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF). “Se o valor não for depositado, iniciaremos a greve no quinto dia útil de abril”.

 

Remanejamento
assembleiaDos R$ 140 milhões previstos no remanejamento do fundo dos distritais, R$ 83 milhões serão usados para cobrir a folha de pagamento de fevereiro dos professores. O restante quitará os benefícios atrasados. De acordo com o secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, o uso dos fundos possibilitará que os atrasados sejam divididos em quatro parcelas e não em seis, como estava previsto. “Aquilo que seria quitado em junho, será antecipado para abril. Se houver fluxo de caixa, a gente pretende pagar todas as dívidas da saúde e educação até o final de março”, afirmou.

No calendário aprovado pelos professores, o Executivo sugeriu que os pagamentos atrasados fossem feitos a partir de 27 de fevereiro, quando seria quitada a segunda parcela das férias. No dia 20 de março, o 13º dos temporários deve ser pago; em 30 de março, a terceira parcela das férias e a primeira do 13º; em 30 de abril, a segunda parcela do 13º e a quitação total do pagamento dos atrasados de 2014. Outro compromisso assumido pelo GDF foi liberar até o dia 10 de março uma parcela do Programa de Descentralização Administrativa Financeira (PDAF), no valor de R$ 19,7 milhões.

A diretoria do Sinpro promete cobrar dos deputados e do governo a real destinação da verba do fundo dos distritais. “O que queremos é o compromisso de que a autorização da Câmara para esse remanejamento seja para quitar a dívida com os trabalhadores da educação”, afirmou a diretora Rosilene Correa.

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