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Geral

Amor e violência conjugal

  • José Matos
  • 04/07/2020
  • 12:30

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Guiada pelo instinto, como qualquer animal irracional, a maior parte da humanidade ainda não desenvolveu os valores mínimos de civilização. Se não fossem os três controladores sociais, a vida na Terra seria impossível. São eles: a religião ameaçando com o demônio e o inferno; a justiça ameaçando com cadeia; a sociedade ameaçando com a vergonha pela exposição do infrator. 

É isso que dá o equilíbrio razoável para vivermos em sociedade. Não obstante, basta um pouco de ausência desses controladores, e os seres humanos mostram toda a sua ferocidade, tais como na guerra ou em lugares onde o estado está ausente.

No caso de violência no lar, foi preciso mudar o Código Penal para punir os abusos sexuais, até contra crianças, e a Lei Maria da Penha, para punir os agressores de mulheres. Embora exista a violência daqueles mentalmente doentes, na sua maioria o que existe mesmo é falta de civilidade, de respeito e de amor uns com os outros, mercê de Jesus e outros grandes mestres pregarem o amor ao próximo há milênios. 

A falta de amor e de racionalidade faz os seres humanos moverem-se no relacionamento afetivo apenas por busca de sensação. A violência acontece quando só há sensação. Se ela diminui, o outro se sente traído porque acha que há descaso ou traição. Daí, a violência.

As pessoas confundem sensação com amor. A sensação diminui ou acaba pelas grosserias, palavrões e por tratar o outro como objeto. Acorde e trate o outro como você gostaria de ser tratado! Evite palavrão e ofensa. O palavrão e a ofensa acabam com todo tipo de sentimento.

Somos companheiros de evolução. Quem ama não usa de violência,porque amor é o bem do outro, a alegria do outro, a felicidade do outro. O amor vem do cuidar. Cuide, principalmente, na necessidade, e você saberá o que é o amor. Amor é a ação que não precisa de recompensa.

Em São Paulo, em quase mil casos de abusos de pais contra filhas, nenhum tinha cuidado delas na infância. Quem cuida, respeita e ama! O objetivo da vida, como ensinou Luís Sérgio, “é o aprendizado da arte de amar”.

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