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Via Satélites

Ambulantes da Rodoviária enfrentam dificuldades após realocação

  • Redação
  • 28/03/2025
  • 12:54

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Os ambulantes da Rodoviária do Plano Piloto têm enfrentado dificuldades após o Governo do Distrito Federal realocá-los de lugar. É o que diz Felipe Pinheiro, líder da associação que representa os comerciantes. Ele conta que, inicialmente, os trabalhadores foram transferidos provisoriamente, por 60 dias, para o estacionamento em frente ao Conjunto Nacional e, agora, estão próximos ao Teatro Nacional. “A gente está numa mesa de pingue-pongue: um joga para um lado, o outro para o outro, mas ninguém resolve a situação”, reclama.

No último dia 12 de março, as autoridades anunciaram a mudança e reforçaram a fiscalização no terminal, que passará a ser administrado por empresas privadas. Quando assumir a gestão integral da Rodoviária, o Consórcio Catedral será responsável por dar uma destinação definitiva aos ambulantes, sob acompanhamento do GDF. Na cerimônia que marcou o início da transferência, em 22 de fevereiro, o governador Ibaneis Rocha garantiu que os vendedores seriam ouvidos e teriam um local para trabalhar.

Foto: Antonio Sabino/BsbCapital

“Eu sou da paz. Sei que vocês estão aqui só para trabalhar. A empresa se comprometeu a dar curso para vocês, qualificar todos, arrumar os quiosques. Vai ser uma coisa bem organizada. Para aqueles que não conseguirem ficar aqui, vamos conseguir um lugar para trabalhar. Não vamos deixar ninguém abandonado”, garantiu Ibaneis, na ocasião, aos profissionais.

Entre idas e vindas, Felipe Pinheiro revela que os próprios ambulantes fizeram uma vaquinha para colocar tendas na área disponibilizada. “O problema é que a gente vai atrás do GDF, é uma dificuldade pra gente conseguir autorização. Precisamos das tendas, não dá pra trabalhar debaixo do sol quente, até porque o cliente não vai lá no sol quente comprar com a gente”. E completa. “Já fizemos o orçamento, vai ficar de R$ 84 mil a R$ 90 mil, vamos pagar do nosso bolso. Estamos chegando no final de março e nada é resolvido. A gente só quer um lugar digno para trabalhar sem preocupação com a fiscalização”.

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