Tersandro Vilela (*)
A Amazon revelou, na quarta-feira (26), em um evento em Nova York, o Alexa+, uma versão avançada de sua assistente virtual que incorpora inteligência artificial generativa. A nova tecnologia promete interações mais naturais e personalizadas, permitindo que o dispositivo execute tarefas do dia a dia com mais precisão e fluidez.
Diferente das versões anteriores, o Alexa+ será gratuito para assinantes do Amazon Prime, enquanto os demais usuários poderão acessá-lo mediante uma assinatura mensal de US$ 19,99. O lançamento inicial será em março, nos Estados Unidos, com previsão de expansão global nos meses seguintes.
Entre as principais novidades, o Alexa+ dispensa a repetição do comando “Alexa” para interações contínuas, tornando a experiência mais intuitiva. A assistente também poderá analisar imagens capturadas, informar sobre a disponibilidade de ingressos para eventos, sugerir estabelecimentos próximos e até realizar reservas em restaurantes.
A integração com serviços populares também ganhou reforço. O Alexa+ agora pode auxiliar em pedidos de compras e entregas por meio de plataformas como Amazon Fresh, Whole Foods Market, Grubhub e Uber Eats. No segmento de automação residencial, a compatibilidade foi ampliada, permitindo maior controle sobre dispositivos como termostatos, luzes e eletrodomésticos inteligentes.
Outro ponto de destaque é a personalização. O Alexa+ será capaz de aprender preferências individuais, registrando hábitos musicais, escolhas gastronômicas e eventos importantes para fornecer sugestões mais alinhadas ao estilo de vida de cada usuário.
No quesito segurança e privacidade, a Amazon afirma que o Alexa+ rodará na infraestrutura da AWS (Amazon Web Services), garantindo proteção contra acessos não autorizados. Os usuários poderão administrar as configurações de segurança por meio de um painel de controle centralizado, garantindo mais transparência sobre o uso dos dados.
Com o lançamento do Alexa+, a Amazon não apenas eleva a experiência de seus assistentes virtuais, mas também se posiciona de forma mais competitiva no mercado de IA generativa, que vem se tornando o novo campo de batalha entre as big techs.
(*) Jornalista pós-graduado em Filosofia, especialista em Liderança: gestão, resultados e engajamento e mestrando em Inovação, Comunicação e Economia Criativa