Alambrado para separar manifestantes volta à Esplanada

bsbcapitalPor ,09/05/2016 às 9:25, Atualizado em 09/07/2016 às 3:51

Com a votação do impeachment de Dilma Rousseff prevista para quarta-feira no Senado, GDF monta outra vez alambrado que separa manifestantes contrários e favoráveis à saída da presidente. Brasilienses lamentam a necessidade de medidas contra a intolerância O Governo do Distrito Federal começou a recolocar o polêmico alambrado que divide a Esplanada dos Ministérios. Ontem, …

Alambrado para separar manifestantes volta à Esplanada Leia mais »

20160508204908741293i
Grades de proteção começam a ser recolocadas na área central da Esplanada dos Ministérios. Foto: Correio Braziliense

Com a votação do impeachment de Dilma Rousseff prevista para quarta-feira no Senado, GDF monta outra vez alambrado que separa manifestantes contrários e favoráveis à saída da presidente. Brasilienses lamentam a necessidade de medidas contra a intolerância

O Governo do Distrito Federal começou a recolocar o polêmico alambrado que divide a Esplanada dos Ministérios. Ontem, material foi depositado no canteiro central e as primeiras partes foram erguidas. O muro de metal cercado por grades de ambos os lados tem 80 metros de largura por 1km de extensão e deve servir para impedir conflitos entre manifestantes a favor e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na quarta-feira, o Senado Federal votará se aprova o afastamento da petista até o fim do processo.

A expectativa da Secretaria-Geral da Mesa é que o pleito dure 20 horas. Fora do Congresso, brasilienses sairão às ruas para pressionar os parlamentares. A divisão de espaços será semelhante à de 17 de abril, quando deputados aprovaram a abertura do rito de impedimento de Dilma: o lado sul será reservado a pessoas favoráveis à saída da presidente e o norte, a contrárias. O Senado arcará com os custos da instalação do alambrado.

A Polícia Militar garantirá a segurança dos presentes. Durante um baile vienense na Embaixada da Áustria na noite de sábado, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, rechaçou a palavra “muro”, definiu a divisão como um “corredor da democracia” e defendeu a decisão como necessária para garantir o bem-estar das pessoas e do patrimônio público num contexto de pouca tolerância política.

“O objetivo é permitir que a população se manifeste livremente, independentemente do lado que apoiem. Nós tivemos um evento com 80 mil manifestantes (durante a votação na Câmara dos Deputados) sem nenhum incidente, o que mostra que a ação foi bem-sucedida”, comentou Rollemberg.


GDF muda trânsito no Setor Comercial Sul a partir desta segunda


Senado decide nesta semana se afasta Dilma por 180 dias


Polícia Federal e MPF realizam nova etapa da Operação Zelotes


Deixe um comentário

Rolar para cima