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Ainda sobre nutrição na gestação…

  • Caroline Romeiro
  • 11/04/2014
  • 17:30

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Durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre, é muito comum entre as mulheres quadros de náuseas. Em torno de 70% relatam esse quadro, e 50% relatam vômitos. É importante que a mãe saiba que mesmo que ela não consiga se alimentar adequadamente durante esse período, ele logo vai passar, e isso não vai comprometer o desenvolvimento do bebê, pois a sua condição nutricional antes da gestação é que vai ter maior impacto na formação do feto no início da gravidez, como já foi dito na coluna anterior. Para amenizar esses desconfortos, recomenda-se fazer pequenas refeições frequentes, ou num intervalo entre duas e três horas, e usar gengibre como infusão (chá), ou na própria comida, além de evitar alimentos gordurosos, de difícil digestão.

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A constipação intestinal frequentemente aparece, e a partir da vigésima semana esse problema pode ser mais grave, pois mudanças hormonais, principalmente relacionadas ao aumento de progesterona, relaxam a musculatura intestinal, diminuindo assim o movimento natural do intestino, chamado de peristaltismo. Mesmo sem a gestante se referir a sintomas de prisão de ventre, é importante a prevenção do quadro, garantindo ingestão adequada de líquidos ao longo do dia e o consumo de fibras na dieta, principalmente por meio de frutas e hortaliças.

Uma dúvida que muitas gestantes têm é em relação ao consumo de cafeína, que está presente em café, chás, refrigerantes e chocolates. Desde a década de 1980, a recomendação é de que a mãe reduza a ingestão de cafeína. Estudos de revisão sistemática não provaram efeitos abortivos ou de má formação pela ingestão de cafeína em doses de até 300mg por dia, o que corresponde a quatro xícaras de café/dia. Alguns estudos sugerem que no primeiro trimestre seria bom ingerir menos que isso. Porém, após o segundo trimestre, essa seria uma dose segura. O único cuidado que a gestante deve ter é para não consumir muitos alimentos e bebidas com cafeína ao ponto de ultrapassar essa medida.

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Caroline Romeiro

(*) Ex-presidente do CRN 1ª Região, Mestre em Nutrição Humana e doutoranda em Ciências da Saúde

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