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Cidades

“Acolhimento gera amor”

  • Tácido Rodrigues
  • 19/03/2025
  • 07:00

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Foto: Divulgação

Assim como milhares de migrantes de todo o País que desbravaram o Planalto Central e ergueram a cidade que conhecemos hoje, a história de Vicky Tavares, 76 anos, se confunde com a da capital da República. Nascida em Belém (PA), ela se mudou para o Distrito Federal aos 11 anos, em 1960, acompanhando a mãe, que recebeu uma proposta para trabalhar na extinta Sociedade de Abastecimento de Brasília (SAB). 

As duas moraram, por um tempo, na casa de um tio de Vicky, no acampamento da Metropolitana, onde residiam os funcionários da Novacap. Diferente dos tempos atuais de atacarejos e delivery, as compras do mês eram feitas em feiras e quitandas na antiga Cidade Livre, que hoje é o Núcleo Bandeirante. 

Em idade escolar, a então jovem paraense estudou no Caseb, primeira escola de Brasília, e no Elefante Branco, ambos na Asa Sul. “Na minha juventude, gostava muito de ir na barragem do Lago Paranoá. Curti muito com a galera do colégio. De lá pra cá, muita coisa mudou”, conta, saudosa.

VOLUNTÁRIA – O que não mudou na trajetória dela foi a vontade de ajudar o próximo. Por influência de uma tia que entregava cestas básicas e refeições aos mais carentes, passou a ser voluntária de uma instituição que atendia pessoas vulneráveis no DF.

“Depois de um tempo, eles decidiram encerrar as atividades. Foi aí que tomei a decisão mais acertada da minha vida: abrir o Instituto Vida Positiva, em 2006, e cuidar de crianças e jovens com HIV/Aids”. 

Vicky afirma que, apesar de ser “super árduo”, o trabalho, que oferece alimentação, abrigo e assistência médica e emocional para mais de 300 famílias, é prazeroso. “Acolhimento e empatia geram amor de parte a parte”. 

Falta apoio do Estado

Se sobra disposição para garantir direitos socioassistenciais a pacientes com HIV, falta apoio do Estado. Para distribuir 300 cestas básicas e 250 refeições por mês, além de roupas, sapatos e enxovais, o Vida Positiva sobrevive apenas de doações, entre elas a da própria Vicky, que destina parte dos ganhos de uma fábrica de farofa que ela mesma mantém. “A gente vai levando, mas precisamos muito de ajuda”, relata.

Mesmo com todas as dificuldades, a idealizadora do projeto segue à risca, todos os dias, o mantra “fazer o bem, sem olhar a quem”. “Ver as pessoas felizes com o que recebem é muito bom para o coração. Tudo que a gente dá, a gente recebe”.

COLO – “Vovó Vicky”, como é chamada carinhosamente pelos beneficiados do Vida Positiva, fala com orgulho de todos que estão ou já passaram pelo instituto ao longo de 18 anos. “Tem meninos que eu criei, moram no abrigo e estão trabalhando. Já formamos advogados. Quando você começar a apontar o caminho certo, você tem que trazer a pessoa para o seu colo e fazer dela seu filho. Muitas pessoas só querem uma oportunidade, mas a sociedade, infelizmente, não dá por preconceito”.

Com a proximidade do aniversário de 65 anos do nosso quadradinho, Vicky sonha com uma Brasília que tenha “mais empatia, amor ao próximo e pessoas comprometidas com a área social”. “Fico triste ao ver crianças pedindo dinheiro no meio da rua, quando deveriam estar na escola estudando”. 

SAIBA +Os canais de contatos e demais detalhes para fazer doação ou ajudar a ONG podem ser consultados no perfil @vidapositivadf, no Instagram, ou pelo telefone (61) 99942-8970.

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