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Mundo

A vida no olho do furacão, segundo relatos de um brasiliense

  • Gabriel Pontes
  • 15/09/2017
  • 14:28

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Water still rising in downtown Miami along Brickell Avenue. Storm surge intense @wsvn #HurrcaneIrma
vie @BrianEntin pic.twitter.com/pMgfYV7n95

— Uncle Bill ? (@UBtalkin) 10 de setembro de 2017

Vivendo em Orlando (EUA) há seis meses, o brasileiro André Savite se viu no olho do furacão Irma na última semana. O sonho americano, por um instante, estava em meio à uma tempestade com ventos de 210 km/h. Em sua passagem pela Flórida, o Irma deixou um milhão de pessoas sem energia elétrica.

Com exclusividade ao Brasília Capital, André Savite contou sua primeira experiência em meio a um fenômeno natural que, de repente, priva a população de comprar comida, gasolina e, até mesmo sair às ruas. \”Durante três dias tivemos um toque de recolher às 18h e todos deveriam estar abrigados durante o período da noite\”, conta o brasileiro. \”O sentimento que fica é a tristeza\”, comenta, ao assinalar que é uma situação que não se pode evitar

\”Percebemos que o furacão estava chegando quando a cidade toda ficou sem energia. Nada funcionava\”, conta. Logo após a passagem do fenômeno, as autoridades já começaram agir. \”O govenro imediatamente após a passagem acionou todas as forças pra tentar recuperar a cidade e deixar tudo em estado normal. Eram equipes dos bombeiro, da polícia e da companhia de energia elétrica tentando reparar os danos\”, relata.

André ressalta, no entanto, a forma como a população foi preparada para a chegada do furacão. Ele conta que durante todo o período que os ventos rodeavam a Flórida, a mídia e o governo local já alertavam para a necessidade de estocar comida e se preparar para os efeitos do fenômeno natural. \”Quando o furacão chegou, todo mundo estava esperando, de alguma forma\”, relata.

\”Estávamos precavidos para os efeitos. Havia possibilidade de ter que evacuar a cidade e procurar abrigo em escola ou igreja\”, diz André afirmando que o sentimento é assustador na visão de um brasileiro que não convivia com este tipo de fenômeno em Brasília.

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