A influência da alimentação no desenvolvimento de alergias

BSB Capital 17/01/2016 às 14:36, Atualizado em 09/07/2016 às 3:49

Nas últimas duas décadas, muito foi falado sobre a “teoria da higiene”, que tem a ver com o estilo de vida ocidental, em que a higiene do ambiente é tamanha, que perdemos o contato (especialmente na primeira infância) com substâncias consideradas de baixa alergenicidade, mas que, ao entrar em contato com elas, nosso corpo se …

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Nas últimas duas décadas, muito foi falado sobre a “teoria da higiene”, que tem a ver com o estilo de vida ocidental, em que a higiene do ambiente é tamanha, que perdemos o contato (especialmente na primeira infância) com substâncias consideradas de baixa alergenicidade, mas que, ao entrar em contato com elas, nosso corpo se prepara para o contato com antígenos mais fortes, ou seja, ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

Por isso é importante, por exemplo, ter contato com animais.  Não somente isso parece ter relação com o aumento da incidência de alergias, especialmente as de vias aéreas superiores, mas também o nosso padrão alimentar ocidentalizado.

Em um estudo de revisão sistemática da revista Nature, publicado em 2015, os autores falam de como a dieta materna, desde a gestação, pode influenciar no desenvolvimento de alergias. Gestantes com consumo recomendado de frutas, hortaliças, peixes, e as que foram suplementadas com ômega 3, tiveram filhos com menor chance de desenvolver alergias. Já os filhos das obesas, com alimentação rica em gorduras saturadas e trans, apresentaram em maior número esses problemas.

O aleitamento é considerado fator protetor essencial para alergias, pois, no leite materno é encontrado albumina do ovo, b-lactoglobulina do leite de vaca, proteínas alergênicas do trigo e amendoim, e até derivados alergênicos dos ácaros. Em compensação, o leite vem com proteção, e tem substâncias que ajudam o organismo da criança a reconhecer esses alérgenos e ter respostas imunes de fortalecimento.

O que isso significa? A mãe não precisa se privar de alimentos durante o período de gestação ou lactação, pois essa exposição pelo leite materno pode ser um fator de proteção quando a criança for exposta a esses alimentos no processo de introdução alimentar, desde que não seja feito precocemente.

A alimentação saudável na primeira infância, que inclui o aleitamento até pelo menos os dois anos de vida, é fundamental para a prevenção de alergias de pele, alimentares e de vias aéreas.

 


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