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Política

A democracia contra-ataca

  • Redação
  • 22/11/2024
  • 12:00

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ataque suicida do golpista-bomba na quarta-feira (13) contra o Supremo Tribunal Federal não foi o auge da violência bolsonarista. Na terça-feira (19), a Polícia Federal desbaratou um plano urdido no final do governo passado que previa o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que à época presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Operação Contragolpe foi autorizada pelo próprio Alexandre de Moraes e resultou na prisão de quatro militares de alta patente, incluindo um ex-ministro de Bolsonaro, suspeitos de planejar detalhadamente os ataques contra Lula, Alckmin e Moraes. Seria um golpe de Estado ainda mais sanguinário que o de 1964. 

Entre os detidos estão o general de brigada da reserva Mario Fernandes; o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima; o major Rodrigo Bezerra Azevedo; e o major Rafael Martins de Oliveira, todos do Exército e integrantes do grupo intitulado “kids pretos”, por suas conexões com as forças especiais, e o policial federal Wladimir Matos Soares. As evidências apuradas pela PF sugerem que o general Walter Braga Netto, vice na chapa derrotada de Bolsonaro, que continua livre, coordenava a operação. 

A operação da PF teve como base em conteúdos de telefones celulares e computadores do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. As mensagens apagadas por Mauro Cid foram recuperadas com o uso de um equipamento israelense, coincidentemente adquirido pelo governo passado.

Segundo as investigações, o plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, foi elaborado com o objetivo de restringir o livre exercício do Poder Judiciário e promover ações violentas para desestabilizar o processo de transição do governo.

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