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Brasil

Cada macaco no seu galho

  • Cláudio Sampaio
  • 18/05/2018
  • 15:01

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O principal mote da corrupção, bem como da crônica ineficiência da máquina estatal brasileira, encontra-se em um velho sistema de financiamento de campanha, frequentemente por debaixo dos panos, sucedido da troca de apoios, cargos públicos e favores escusos em nome do êxito nas urnas e da governabilidade.

Desta forma, ao término de cada período eleitoral, testemunhamos ministérios, secretarias e empresas públicas virarem cabides de exploração orçamentária, sendo infestadas por pessoas totalmente leigas, a reboque de nomeações exclusivamente políticas, sem qualquer critério técnico.

Por exemplo: Como um engenheiro poderia gerir, competentemente, um banco público? Como um médico poderia gerir, com boa técnica, uma empresa petrolífera? Como um advogado poderia gerir, com conhecimento de causa, um órgão relacionado à saúde da população? Como poderia um político profissional gerir as Forças Armadas?

Se quisermos que o Brasil e o Distrito Federal passem por uma mudança significativa, para melhor, precisaremos de um Parlamento que tenha coragem de propor um projeto de lei mediante o qual todos os cargos de gestão, no âmbito público, passem a ser exercidos por profissionais da respectiva área, de reconhecido renome e competência, sem vinculação partidária e, de preferência, entre servidores de carreira da cada órgão ou repartição.

A origem da malfadada corrupção, que se alastrou nos quatro cantos da República, está na troca de cargos, e o nascedouro da incompetência e do tosco funcionamento do Estado está no absoluto desconhecimento temático de seus gestores, do ponto de vista técnico e de vivência prática.

Tal projeto, obviamente, se surgir por iniciativa de algum novo parlamentar e for aprovado (o que assusta, desde logo, os beneficiários da velha política ainda vigente), derrubará um dos alicerces da venalidade e dos desvios públicos. Mas, se nenhum parlamentar tiver essa benéfica audácia, por que não formularmos um projeto de iniciativa popular?

Ou mudamos o Brasil, ou teremos que, mais cedo ou mais tarde, nos mudar de nosso amado País!

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