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Crônica

Dóris Marize: nasce uma escritora em Brasília!

  • Redação
  • 23/02/2018
  • 16:59

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Eis uma pessoa com inúmeros talentos, entre os quais o de liderança, e, sobretudo, um jeito sensível para escrever, caracterizando vocação explícita para a literatura. Basta conferir os textos de Dóris, abaixo, o primeiro sobre sua amiga Lêda Maria; e, o segundo, a mensagem póstuma ao seu marido João Paulo Peixoto, professor na UnB e companheiro por mais de quatro décadas – que, de repente, a deixou sozinha, curtindo saudades.

\”Há bastante tempo, conheci LM, um ser humano único e especial. Único na capacidade de amar, de se dar, de colocar o próximo à sua frente e embora existam muitos próximos, sua capacidade de amar é tamanha que nunca nos sentimos preteridos. Não sei que capacidade é essa. Não sei de onde vem! Se ela erra? Não interessa. Se ela peca? E daí? Os deuses podem, pois, seus erros nos ensinam. Só sei que me pergunto todos os dias: como pode um ente humano ser tão divino?\”.

Sobre seu marido:

\”E chegou o dia… Como no teatro, a cortina se fecha e o futuro se recolhe. Foram 43 anos juntos. Tento lembrar minha vida antes, mas não consigo. Em cada canto, cada móvel, cada objeto, uma lembrança a dois! Agora é só um… Mas na verdade os dois geraram três, que já se multiplicaram por quatro: nossos filhos, nossos netos e nossas lembranças!

“João Paulo viveu intensamente, se colocava inteiro na defesa do que acreditava, era bem-humorado, teimooooso, mas, acima de tudo, humano! Nos últimos dois anos foi testado na paciência e na vontade absoluta de viver e recuperar a saúde. Não deu! Chegou o momento de descansar das angústias, das expectativas, dos exames, dos remédios e das ansiedades.

“Descanse em paz, marido! Valeu JP! E como valeu!\”.

Por saber que Dóris Marize é dotada de um caráter sem mácula, tenho insistido para que ela escreva um livro de memórias sobre o Senado Federal, onde ocupou, brilhantemente, o cargo de Diretora-Geral por sete anos. Como se sabe, nada menos de 23 senadores já estão relacionados nas investigações da Lava Jato por corrupção, sujeira da qual Dóris jamais participou.

E posso garantir: caso ela escreva, será uma edição best seller!

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