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Maioridade penal e os órfãos de pais vivos

  • Redação
  • 07/06/2015
  • 14:28

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Discute-se atualmente no Congresso Nacional, e fora dele, a questão sensível da redução da maioridade penal. O debate foi apimentado após o assassinato, por menores, de um médico no Rio de Janeiro por menores.

Pauta controversa porque opõe militantes dos direitos humanos contrários à medida e conservadores, acomodados e insensíveis de todos os tipos que desejam apenas combater os efeitos deste tipo de violência.

A omissão da sociedade (conjunto de sócios que deveriam ser solidários) ao longo do tempo agravou os efeitos na forma de agressão violenta por parte desses menores. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já tenha mais de vinte anos, ele nunca foi implementado.

A verdade é que precisamos de repressão. No entanto, mais do que isso, precisamos de escolas de tempo integral que eduquem nossas crianças também de forma integral, condição que a elite brasileira não aceita porque nada ela aceita que possa melhorar a vida dos pobres.

O que a elite deseja mesmo, e não têm coragem de dizer, é que defende a pena de morte. É a mesma mentalidade da época da escravidão. O velho capitão de mato é agora o policial.

O problema da violência do menor deve ser de interesse de toda a sociedade. E deste debate não podem faltar escolas, universidades, igrejas – estas oferecendo cursos mais bem elaborados sobre casamento, família etc. Assim, contribuiriam para reduzir a omissão dos casais que geram órfãos de pais vivos. Sem dúvida, este é um item dos mais importantes.

É preciso que os pais acompanhem os filhos em todos os setores desde o nascimento e sejam seus amigos, dando-lhes apoio e bons exemplos.  Em São Paulo, de quase mil casos de violência sexual de pais contra filhas, nenhum deles cuidou delas na infância, não desenvolvendo, assim, amor paternal.

Relembremos Jesus, o Mestre maior do amor: \”Deixai vir a mim as criancinhas, porque é para os que se assemelharem a elas o Reino de Deus\”.

 

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