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Rollemberg cria duas categorias de aliados

  • Orlando Pontes
  • 16/05/2015
  • 19:17

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Governador constroi maioria de 18 deputados na Câmara Legislativa, mas apenas 11 distritais têm cargos no GDF. Alguns deles, muito mais do que os outros

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Balada grátis na casa de RollembergDepois de 120 dias, Rollemberg segue atacando a gestão passadaAlvarás constrangem Rollemberg

 

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não perde uma única oportunidade de bater no peito e declarar em alto e bom som que em sua gestão não existe a tradicional troca de cargos pelo apoio no Parlamento. O discurso do chefe costuma reverberar nas vozes de assessores diretos, como o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, e o secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas. Este, de quebra, preside o partido de Rollemberg no Distrito Federal e detém a articulação política com a base aliada.

No entanto, qualquer observador mais atento do cenário político local percebe que a verdade é outra. O que Rollemberg fez, na prática, foi criar duas categorias de aliados: os que têm cargos na estrutura do GDF e os que não os possuem. Neste último grupo podem ser incluídos Agaciel Maia (PTC), Bispo Renato (PR), Cristiano Araújo (PTB), Joe Valle (PDT), Professor Israel (PV), Rafael Prudente (PMDB), Robério Negreiros (PMDB), Rodrigo Delmasso (PTN) e Wellington Luiz (PMDB). Da turma que não teve espaço no GDF estão também os petistas Chico Leite, Chico Vigilante, Ricardo Vale e Wasny de Roure. Mas estes quatro, em tese, são da oposição.

\"16717270932_d37e4036b8_o\"Na outra categoria – a dos aliados que têm cargos no GDF – ainda existem os mais prestigiados do que os outros. Os destaques, neste caso, são a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), e o ex-líder do governo na Casa, Raimundo Ribeiro (PSDB), que será o relator da CPI do Transporte Público, cujo resultado interessa diretamente ao Buriti, para fortalecer o discurso do atual governador de que a culpa pela paralisia instalada em Brasília é de seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT).

Celina contou com a articulação explícita de Rollemberg para chegar ao comando da CLDF e é responsável pela indicação dos administradores regionais de Santa Maria, Néry do Brasil; e da Estrutural, Evanildo Macedo. Ainda coube ao PDT, porém na cota do senador Cristovam Buarque, a nomeação do secretário de Trabalho e do Empreendedorismo, Georges Michel. Este, presidente da legenda do DF. Ao Professor Reginaldo Veras (PDT) foi entregue a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, pilotada por seu amigo Marcos Pacco. O único pedetista eleito em 2014 com participação zero no governo Rollemberg é o senador José Antônio Reguffe.

O tucano Raimundo Ribeiro só aderiu à candidatura de Rollemberg no segundo turno – no primeiro apoiou seu correligionário Luiz Pitiman –, mas conseguiu o milagre da multiplicação de cargos. No início da legislatura assumiu a liderança do governo na Câmara, de onde foi afastado por sua postura radical contra a presidente Dilma Rousseff (PT), de quem o GDF não pode prescindir, em função da dependência dos repasses de dinheiro federal para a capital da República. Em compensação, Ribeiro indicou o secretário de Justiça e Cidadania, João Carlos Souto, em cuja estrutura está o Na Hora, com centenas de cargos ocupados por indicação política. É dele, também, a vaga do administrador de Sobradinho, Divino Sales.

Com duas vagas importantes no GDF, o deputado Júlio César (PRB) é o patrono da Administração do Riacho Fundo II e da Secretaria de Esporte, onde emplacou, respectivamente, Francisco Vicemar Medeiros e Leila Barros, a “Leila do Vôlei”. Bem menos poderosos, aparecem os deputados Dr. Michel (PP), que indicou o administrador da Fercal, Estevão Reis; Juarezão (PRTB), responsável pelo administrador de Brazlândia, André Luis Queiroz Rosa; Lira (PHS), que ficou com o comando de sua principal base eleitoral (São Sebastião), com Jean Duarte de Carvalho; Luzia de Paula (PEN), que nomeou Vilson José de Oliveira para Ceilândia; Sandra Faraj (SD), responsável pelo administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa; e Telma Rufino (PPL), que mandou para Águas Claras a arquiteta de carreira do GDF, Patrícia Fleury.

 


\"rollemberg\"

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Depois de 120 dias, Rollemberg segue atacando a gestão passada


Alvarás constrangem Rollemberg


 

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