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Revolução com critérios

  • Redação
  • 20/12/2014
  • 21:52

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Cristovam Buarque (*)

 

As amarras da política econômica são tão fortes que Dilma vence, mas nomeia o ministro que Aécio gostaria. Quando ela disse que em campanha se faz o diabo, talvez não imaginasse que na economia tem que fazer o que não se deseja. Mas Deus fez o mundo e deixou a economia para o demônio. Por isso, não adianta administrar a economia com o voluntarismo que caracterizou estes últimos anos. Era perfeitamente previsível o desequilíbrio que está acontecendo.

Em setembro de 2011, foi publicada no Senado uma brochura intitulada “A economia está bem, mas não vai bem”, que pode ser lida no link http://bit.ly/1zJaALQ, indicando 15 problemas visíveis para quem não estava iludido com as aparências. O último mostra a euforia que dominava os dirigentes, que não quiseram ver o que aconteceria.

Nos tempos de hoje, a verdadeira política progressista consiste em cuidar da economia com responsabilidade e investir na mudança da realidade social por meio da educação. O governo fez o contrario: brincou com a economia e não fez a intervenção necessária na educação.

Alguns ainda acreditam que ser de esquerda ou de direita é agir sobre a economia, mas terminam provocando os problemas que agora atravessamos e teremos dificuldades em superar, além de pagarmos um elevado preço em emprego, nível de renda e de consumo, e pela estabilidade dos programas de assistência social.

A utopia não é mais um mundo sem patrões, mas um mundo onde os filhos dos trabalhadores estudem nas mesmas escolas dos filhos dos patrões. E esta utopia tem que ser construída respeitando as regras da economia. A luta da revolução está no orçamento bem administrado, com responsabilidade fiscal e prioridades corretas do ponto de vista dos propósitos utópicos.

A presidenta Dilma faz parte dos quadros de uma esquerda que não conhecia os limites ecológicos, quando o proletariado e seus sindicatos eram revolucionários e queriam mudar a estrutura social, o Estado podia fechar as fronteiras e estatizar o setor produtivo, pois a base filosófica sustentava que a revolução estava na economia. Isso mudou. Entramos em um tempo em que na economia todos os partidos ficaram iguais e responsáveis, ou erram querendo ser diferentes e ficam irresponsáveis.

A concepção da Bolsa Família é um bom e necessário programa neoliberal de assistência social. Daí a simpatia por ela de economistas conservadores como o Nobel Gary Stanley Becker. A concepção da Bolsa Escola era revolucionária porque vinculava a responsabilidade com a economia, a revolução pela educação de qualidade igual para todas as classes sociais.

Se quiser fazer um governo progressista, a presidenta Dilma deverá fazer um governo conservador na economia e definir metas ambiciosas para a educação de qualidade para todos, no ritmo possível para que estas metas possam ser atingidas sem afetar o equilíbrio fiscal, reorientando as prioridades, parando desperdícios e gastos supérfluos.

 

(*) Professor emérito da UnB e senador pelo PDT-DF

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