No último sábado, milhões de pessoas tomaram as ruas em todo os Estados Unidos – e em menor escala, em várias partes do mundo – para se manifestar contra o Presidente Donald Trump. As razões para essa mobilização são diversas: seu estilo autoritário de governar, as rígidas políticas de imigração, a negação das mudanças climáticas e a crescente tensão com o Irã. Os organizadores afirmam que esses protestos podem ser um dos maiores da história americana, com mais de 3.100 eventos ocorrendo em grandes cidades, subúrbios e áreas rurais. <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/protestos-em-massa-nos-eua-contra-trump-no-kings-mobiliza-milhoes" class="internal-link">Protestos em Massa nos EUA Contra Trump: ‘No Kings’ Mobil…</a> Eles esperam que o total de participantes chegue a mais de nove milhões.
Curiosamente, esse é o terceiro protesto em menos de um ano sob a bandeira do movimento de base ‘<a href="https://zagnfc.com.br/noticias/protestos-em-massa-nos-eua-contra-trump-no-kings-mobiliza-milhoes" class="keyword-link" data-keyword="no kings">No Kings</a>’. O primeiro deles aconteceu em junho do ano passado, coincidindo com o 79.º aniversário de Trump e uma parada militar que ele organizou em Washington. Naquela ocasião, milhões de pessoas foram às ruas, de Nova Iorque a São Francisco. Em outubro do ano passado, outro protesto atraiu cerca de sete milhões de manifestantes, de acordo com os organizadores.
Em Nova Iorque, dezenas de milhares de pessoas se reuniram no sábado. Entre eles estava o ator vencedor do Oscar, Robert De Niro, que expressou sua preocupação ao chamar Trump de ‘uma ameaça existencial às nossas liberdades e segurança’.
Na capital, Washington, milhares de manifestantes se concentraram no National Mall, segurando cartazes com mensagens como ‘Trump Must Go Now’ e ‘Fight Fascism’. Um dos manifestantes, em entrevista à agência AFP, desabafou: ‘Ele continua a mentir e a mentir e a mentir, e ninguém diz nada. É uma situação terrível em que estamos vivendo’.
Esses eventos refletem a intensa divisão política nos EUA. Embora Trump tenha uma base sólida de apoiadores que veneram seu movimento ‘Make America Great Again’, ele também enfrenta forte oposição. Críticos apontam sua tendência a governar por meio de decretos executivos, a utilização do sistema judicial contra opositores, além de sua negação contínua das <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/mudancas-climaticas-transformam-estilo-de-vida-na-groenlandia" class="keyword-link" data-keyword="mudanças climáticas">mudanças climáticas</a> e seu foco nos combustíveis fósseis. Muitos opositores também estão insatisfeitos com sua decisão de abandonar programas de diversidade racial e de gênero, e com a forma como utilizou o poder militar, contradizendo sua imagem de candidato que prometia evitar guerras.
Em resposta a esses protestos, a Casa Branca minimizou a importância dos comícios, com um porta-voz alegando que se tratavam de iniciativas financiadas por ‘redes de esquerda’ que não refletem um verdadeiro apoio popular. ‘As únicas pessoas que se importam com essas sessões de terapia do síndrome de desorientação de Trump são os jornalistas que são pagos para cobri-las’, afirmou Abigail Jackson, a porta-voz, em um comunicado. Essa linha foi ecoada pelo Comité Nacional Republicano do Congresso, que descreveu os protestos como ‘comícios de ódio à América’, onde as ideias mais radicais da extrema esquerda ganham voz.
O ponto aqui é que, enquanto as vozes de apoio e oposição a Trump se intensificam, o cenário político dos EUA continua a ser profundamente polarizado.