Houve um tempo em que a inovação no mundo dos jogos não se resumia apenas a gráficos impressionantes ou técnicas sofisticadas de inteligência artificial. Em vez disso, ela se manifestava de maneiras bem físicas, por meio de acessórios que ocupavam as prateleiras das lojas entre os anos 1980 e 2000. Durante muito tempo, a indústria dos games pareceu andar em círculos, presa a esses itens, que variavam de criações exóticas a outras que nos faziam questionar que tipo de mente poderia ter concebido algo tão peculiar.
Hoje, vamos relembrar algumas dessas ‘pérolas’ e destacar 10 acessórios que se tornaram verdadeiros relatos de frustração, conhecidos por serem, no mínimo, inúteis ou, na prática, mais incômodos do que funcionais.
Começando pelo Virtual Boy, da Nintendo, lançado em 1995. Essa foi uma das primeiras tentativas de trazer a realidade virtual para os consoles, mas, infelizmente, se transformou em um grande fracasso comercial. O aparelho contava com um número limitado de jogos e causava náuseas e dores de cabeça em muitos usuários. Um verdadeiro teste de resistência.
Outro exemplo é o LaserScope, da Konami. A proposta era que ele reconhecesse comandos de voz, mas o sensor era tão sensível que qualquer barulho, até mesmo um simples sussurro, disparava um comando, o que tornava a experiência bastante frustrante.
E quem pode esquecer do Tony Hawk Ride Skateboard, da Activision? Embora prometesse replicar manobras de skate, sua imprecisão e a qualidade do material plástico deixaram muito a desejar, gerando críticas severas.
A Nintendo também se aventurou com a Super Scope, uma bazuca que, acredite, consumia seis pilhas AA em poucas horas. E, por fim, temos o Xbox Digital TV Tuner, que rapidamente se tornou obsoleto com a ascensão das plataformas de streaming.
Esses acessórios nos lembram que, muitas vezes, a inovação não resulta no sucesso esperado. É uma lição sobre como nem tudo que brilha é ouro.