O Reino Unido, que já foi lar da marinha mais poderosa do mundo, agora se vê em uma situação inusitada. A fragata alemã ‘Sachsen’ está prestes a assumir o papel de navio-almirante da missão da NATO, substituindo a HMS Dragon. Essa mudança é significativa, pois o ‘Sachsen’ passará a liderar as operações, algo que antes cabia à Marinha Real britânica.
A Marinha Real precisou contar com o apoio do navio de guerra alemão após a decisão de Keir Starmer de enviar o HMS Dragon, um dos seis destroyers Type 45, para o Mediterrâneo Oriental, com o objetivo de proteger Chipre após um ataque de drones iranianos a uma base da RAF britânica. Em resumo, o navio que deveria ser o símbolo de uma força de intervenção permanente da <a href="https://zagnfc.com.br/noticias/go-cup-2026-o-maior-campeonato-de-futebol-infantil-do-mundo" class="keyword-link" data-keyword="nato">NATO</a> no Atlântico não pôde estar presente quando mais se precisava dele.
Essa decisão gerou uma onda de indignação. Críticos do governo britânico argumentam que a Marinha Real foi tão enfraquecida que agora depende da Alemanha para a segurança no Atlântico Norte. Deputados de destaque de ambos os principais partidos, assim como ex-líderes da Marinha, levantaram suas vozes contra a situação.
O presidente da Comissão da Defesa, Tan Dhesi, enfatizou que essa realidade reflete a ‘falta de influência e capacidade’ da Royal Navy. Alan West, ex-First Sea Lord, apontou que tudo isso é fruto de ‘anos de cortes progressivos’ que deixaram a Marinha em uma posição vulnerável. Para contextualizar, o First Sea Lord é o oficial mais graduado e chefia o pessoal naval britânico, uma posição de grande importância.
O deputado conservador Ben Obese-Jecty não hesitou em dizer ao Telegraph que esse episódio deixa claro que a Royal Navy ‘oficialmente ficou sem navios’.
A incapacidade do governo em gerenciar a frota de superfície da Marinha Real tornou-se um ponto de frustração nacional — agora, a Alemanha está intervindo em nosso nome.
Atualmente, o Reino Unido conta com apenas dois destroyers Type 45 operacionais, enquanto três outros – HMS Daring, Diamond e Defender – estão em reparos prolongados para resolver problemas de propulsão. A situação é, sem dúvida, preocupante e merece uma reflexão cuidadosa sobre o futuro da Marinha britânica.