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Mercado de Petróleo, Mundo, Política, Retaliação dos EUA e Israel

Petróleo em alta: Tensão no Irã e impacto nos preços

  • Iara Artissa
  • 05/03/2026
  • 19:38

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**05 de março de 2026, 17h08 – Atualizado agora**

Em meio a um cenário sem perspectivas de um cessar-fogo à vista, os contratos futuros de petróleo registraram uma alta significativa nesta quinta-feira (5). Isso acontece no sexto dia consecutivo de conflito no Irã, levando os preços a patamares intradiários que não eram vistos desde 2024.

O aumento da tensão, com Teerã intensificando ataques a países vizinhos e atingindo navios petroleiros, sinaliza uma escalada preocupante no conflito. Paralelamente, Estados Unidos e Israel também estão ampliando suas ações de retaliação.

O petróleo tipo Brent, que é a referência mundial, com vencimento em maio, viu seu preço subir 4,93%, fechando a US$ 85,41 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI, referência americana para entrega em abril, teve um aumento ainda mais expressivo, de 8,51%, cotado a US$ 81,01 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os temores de que a guerra se prolongue além do esperado estão elevando o prêmio de risco associado ao preço do petróleo. Na prática, isso reflete a incerteza dos investidores sobre a duração do conflito.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou na quarta-feira (4) que os combates poderiam se estender por seis a oito semanas. Além disso, o governo da China tomou uma medida drástica, ordenando que as principais refinarias do país interrompessem as exportações de produtos de petróleo bruto, segundo informações da Bloomberg. Essa decisão parece visar a priorização das necessidades internas.

Phil Flynn, do Price Futures Group, destaca que a China tem buscado obter suprimentos de petróleo a preços reduzidos de países como Irã, Rússia e Venezuela — na maioria das vezes considerados adversários dos EUA —, frequentemente sujeitos a sanções, para atender à sua demanda energética.

Entretanto, é importante ressaltar que o mercado ainda parece acreditar em um desfecho rápido para o conflito, o que se reflete nos contratos futuros com vencimentos em dois anos. Esses contratos mantêm avanços moderados, girando em torno da faixa de US$ 67, sugerindo que as expectativas são de que os danos na infraestrutura logística sejam apenas temporários.

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