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Mundo

Guerra no Oriente Médio: ataque de EUA e Israel ao Irã eleva tensão global

Brasil condena agressões e defende solução diplomática

  • Redação
  • 02/03/2026
  • 11:43

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Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano (IRCS) afirma que pelo menos 555 civis foram mortos em ataques conjuntos EUA-Israel em todo o país - Foto: RS/via Fotos Publicas

A ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28), elevou a tensão no Oriente Médio. A resposta de Teerã, com mísseis e drones, ampliou o risco de guerra regional nesta segunda-feira (2) e provocou reação diplomática de vários países, incluindo o Brasil.

Indice
Entenda a guerra no Oriente MédioO estopim do conflitoMortes no Irã disparamMortos em IsraelA resposta imediata do IrãO que dizem as autoridades dos dois ladosConflito se espalhaQual é a posição do BrasilResumo rápido da guerra no Oriente Médio

Entenda a guerra no Oriente Médio

O estopim do conflito

No sábado (28), forças dos Estados Unidos e de Israel bombardearam alvos estratégicos iranianos. Washington classificou a ação como necessária para conter a ameaça nuclear do país.

A operação marcou a maior escalada direta recente entre os países e elevou o nível de alerta no Oriente Médio.

Mortes no Irã disparam

O impacto mais pesado ocorreu em território iraniano. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho, organização humanitária equivalente à Cruz Vermelha, ao menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques conjuntos de EUA e Israel.

Os bombardeios atingiram 131 cidades, incluindo Teerã, e deixaram centenas de feridos.

Entre os episódios mais graves está o ataque a uma escola feminina em Minab, que sozinho deixou de 165 a 180 mortos, a maioria estudantes.

Mortos em Israel

Do lado israelense, o número de vítimas é menor, mas também crescente.

Um míssil iraniano matou ao menos uma pessoa em Tel Aviv e deixou cerca de 20 feridos. Em todo o país, são contabilizados ao menos 9 mortos desde o início das retaliações iranianas.

As autoridades israelenses mantêm estado de emergência diante do risco de novos ataques.

A resposta imediata do Irã

Teerã reagiu com mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases militares americanas no Golfo. Explosões foram registradas em países que abrigam forças dos EUA, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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O que dizem as autoridades dos dois lados

Nos Estados Unidos, o secretário de Defesa Lloyd Austin afirmou nesta segunda (2) que Washington está preparado para “aniquilar” forças iranianas se houver novas ameaças.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amir-Abdollahian declarou que o país continuará respondendo aos ataques e não aceitará negociações sob pressão.

As declarações aumentaram a tensão diplomática e militar.

Conflito se espalha

A crise já afeta rotas estratégicas globais. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo, entrou em estado de alerta.

Especialistas avaliam que, diferentemente de crises anteriores, há confrontos diretos entre Estados, o que eleva o risco de uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.

Qual é a posição do Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou os ataques de EUA e Israel e pediu contenção imediata.

O Itamaraty afirmou que a ofensiva ocorreu em meio a negociações e reiterou que a diplomacia é “o único caminho viável para a paz”. O Brasil também demonstrou preocupação com a escalada militar e pediu respeito ao direito internacional e proteção de civis.

Além disso, recomendou que cidadãos brasileiros evitem viagens para países da região diante do agravamento do cenário de segurança.

Resumo rápido da guerra no Oriente Médio

  • EUA e Israel atacaram o Irã no sábado (28)
  • Teerã retaliou com mísseis e drones
  • Lloyd Austin, secretário de Defesa dos EUA, falou em “aniquilar” forças iranianas
  • Irã disse que não negociará sob pressão
  • Brasil condenou a ofensiva e defende solução diplomática

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