A ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28), elevou a tensão no Oriente Médio. A resposta de Teerã, com mísseis e drones, ampliou o risco de guerra regional nesta segunda-feira (2) e provocou reação diplomática de vários países, incluindo o Brasil.
Entenda a guerra no Oriente Médio
O estopim do conflito
No sábado (28), forças dos Estados Unidos e de Israel bombardearam alvos estratégicos iranianos. Washington classificou a ação como necessária para conter a ameaça nuclear do país.
A operação marcou a maior escalada direta recente entre os países e elevou o nível de alerta no Oriente Médio.
Mortes no Irã disparam
O impacto mais pesado ocorreu em território iraniano. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho, organização humanitária equivalente à Cruz Vermelha, ao menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques conjuntos de EUA e Israel.
Os bombardeios atingiram 131 cidades, incluindo Teerã, e deixaram centenas de feridos.
Entre os episódios mais graves está o ataque a uma escola feminina em Minab, que sozinho deixou de 165 a 180 mortos, a maioria estudantes.
Mortos em Israel
Do lado israelense, o número de vítimas é menor, mas também crescente.
Um míssil iraniano matou ao menos uma pessoa em Tel Aviv e deixou cerca de 20 feridos. Em todo o país, são contabilizados ao menos 9 mortos desde o início das retaliações iranianas.
As autoridades israelenses mantêm estado de emergência diante do risco de novos ataques.
A resposta imediata do Irã
Teerã reagiu com mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases militares americanas no Golfo. Explosões foram registradas em países que abrigam forças dos EUA, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
O que dizem as autoridades dos dois lados
Nos Estados Unidos, o secretário de Defesa Lloyd Austin afirmou nesta segunda (2) que Washington está preparado para “aniquilar” forças iranianas se houver novas ameaças.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amir-Abdollahian declarou que o país continuará respondendo aos ataques e não aceitará negociações sob pressão.
As declarações aumentaram a tensão diplomática e militar.
Conflito se espalha
A crise já afeta rotas estratégicas globais. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo, entrou em estado de alerta.
Especialistas avaliam que, diferentemente de crises anteriores, há confrontos diretos entre Estados, o que eleva o risco de uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.
Qual é a posição do Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou os ataques de EUA e Israel e pediu contenção imediata.
O Itamaraty afirmou que a ofensiva ocorreu em meio a negociações e reiterou que a diplomacia é “o único caminho viável para a paz”. O Brasil também demonstrou preocupação com a escalada militar e pediu respeito ao direito internacional e proteção de civis.
Além disso, recomendou que cidadãos brasileiros evitem viagens para países da região diante do agravamento do cenário de segurança.
Resumo rápido da guerra no Oriente Médio
- EUA e Israel atacaram o Irã no sábado (28)
- Teerã retaliou com mísseis e drones
- Lloyd Austin, secretário de Defesa dos EUA, falou em “aniquilar” forças iranianas
- Irã disse que não negociará sob pressão
- Brasil condenou a ofensiva e defende solução diplomática