Orlando Pontes
No Brasil, o ano só começa depois do carnaval. Esta máxima se confirma, mais uma vez, em 2026. Ainda mais com a repercussão da homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e todos os desdobramentos do desfile que misturou samba com política na Marquês de Sapucaí.
No Distrito Federal, o pré-candidato ao Buriti pelo PT, Leandro Grass, presidente do Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan) retornou ao trabalho na Quarta-Feira de Cinzas, dezenove dias após passar por uma cirurgia ortognática (correção de deformidades ósseas no maxilar e na mandíbula, reposicionando as estruturas para melhorar a mastigação e a respiração). O procedimento de Grass incluiu também uma correção de desvio de septo.
E logo no dia seguinte Grass participou de uma reunião com representantes de todas as correntes internas do PT e dos partidos que devem apoiar sua candidatura – PCdoB, PV, Rede, Psol e PDT – para iniciar o debate sobre a formação das chapas majoritária e proporcional que disputarão as eleições de 4 de outubro.
Estavam na pauta do encontro de quinta (19) o lançamento conjunto as pré-candidaturas ao Senado da deputada Erika Kokay (PT) e da senadora Leila Barros (PDT). Mas o debate não foi conclusivo em relação à chapa de deputados federais: há mais postulantes do que as cinco vagas disponíveis para petistas – as outras quatro devem ser ocupadas por candidatos do PCdoB e do PV.
Até quinta, estavam sobre a mesa os nomes de Ruth Venceremos, Geraldo Magela, Agnelo Queiroz, Roberto Policarpo, Marivaldo Pereira, Aline Karina, Rosilene Corrêa, Márcia Abraão e Vanessa é o Bicho. Pelo PV, o deputado Reginaldo Veras tentará a reeleição e a jornalista Rayssa Tomás será a representante das mulheres.